
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os Correios devem manter 80% do seu efetivo durante a greve dos trabalhadores, que começou na quinta-feira, 10 de outubro. A determinação foi proferida pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal solicitar uma intervenção judicial para garantir a continuidade dos serviços, alegando que a greve é abusiva.
Em sua decisão, o ministro enfatizou a importância dos serviços prestados pelos Correios, destacando que a paralisação pode afetar as eleições, especialmente relacionadas à campanha eleitoral de 2026. “A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados”, afirmou Vieira de Mello Filho, referindo-se aos impactos da greve na sociedade.
A greve dos trabalhadores dos Correios ocorreu após as negociações da campanha salarial de 2023 não terem sucesso. Os sindicatos da categoria buscam a aprovação do acordo coletivo 2025/2026 e contestam um plano de reestruturação que prevê fechamento de agências e redução de distritos postais. Os trabalhadores também afirmam que não devem ser responsabilizados pela crise financeira da empresa.
A Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) informou que um dos principais pontos do impasse diz respeito ao plano de saúde para os empregados, aposentados e seus familiares.
Em resposta à greve, os Correios anunciaram a ativação de um plano para minimizar impactos. A estatal comunicou que está mobilizando funcionários administrativos para apoiar as operações, remanejando veículos e realizando mutirões para garantir o fluxo logístico.



