
No último domingo (25), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de ampliar o horário de votação em duas horas, gerou controvérsias no processo eleitoral, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa onde ele apresentou um balanço do segundo turno das eleições.
Kassio Nunes informou que tomou conhecimento da decisão após as 17h, horário oficial do término da votação. Ele enfatizou que nunca houve uma deliberação anterior sobre a prorrogação do horário, afirmando: “A decisão proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral”. O presidente ainda revelou que, ao receber o pedido de prorrogação por volta das 15h30, buscou informações técnicas, mas havia a certeza de que não existia um normativo que autorizasse essa extensão.
Além disso, Kassio afirmou que as denúncias sobre restrições no transporte coletivo de eleitores serão rigorosamente apuradas pela Justiça Eleitoral.
“A eventual insuficiência de transporte sempre será apurada e enfrentada pela Justiça Eleitoral, instituição a quem nossa Constituição atribuiu a competência exclusiva de gerir o processo eleitoral”, destacou o presidente do TSE.
Implicações do Dia da Votação
O dia das eleições também foi marcado por diversas denúncias apresentadas pela campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, indicando restrições no transporte de eleitores em vários estados, incluindo Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Bahia.
Em resposta às dificuldades enfrentadas, a campanha de Lula solicitou ao TSE a ampliação da votação até as 19h. Devido à falta de resposta do presidente do TSE, o Partido dos Trabalhadores recorreu ao Supremo Tribunal Federal, resultando na decisão de Cristiano Zanin que estendeu o horário de votação.



