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Menino cego que encantou Lula tem grandes planos e sonha em ser presidente

Estudante cego de Brasília, emocionado com encontro com Lula, sonha em ser presidente e destaca a importância da acessibilidade e participação juvenil na política

Em um emocionante encontro que durou apenas 50 segundos, Daniel Vidal, um estudante de 13 anos de Brasília, aproveitou a oportunidade para expressar sua admiração pelo presidente Lula em seu aniversário de 81 anos. Apesar do pouco tempo, Daniel desejou agradecer pelas políticas públicas que transformaram o país e manifestar seu desejo de se tornar presidente um dia.

“Queria dizer a ele que quero ser presidente também.”

Ao lado de seu pai, Fernando Moura, de 46 anos, Daniel não hesitou ao faltar à aula de futebol para participar da homenagem ao presidente, realizada no dia 27. A emoção foi palpável quando Daniel, que tem menos de 5% da visão devido a uma condição genética chamada Amaurose Congênita de Leber, abraçou Lula.

Brasília - DF 29/10/2026 - O estudante Daniel Vidal Moura, dificiênte visual, durante entrevista a Agência Brasil, conta como foi seu encontro com o presidente Lula. Na foto seus pais Raquel Vidal e seu pai Fernando Moura. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Estudante Daniel Vidal Moura, dificiente visual, conta como foi seu encontro com o presidente Lula. Na foto, seus pais Raquel Vidal e Fernando Moura. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O garoto também gostaria de incentivar todas as gerações a se envolverem na política. Com a camisa da seleção brasileira, número 13, que já se tornou histórica para sua família, Daniel revelou que, se tivesse mais tempo com o presidente, falaria sobre a importância de políticas voltadas para a inclusão das pessoas com deficiência.

“Se eu tivesse 10 minutos com o presidente, falaria mais das políticas públicas e como ajudaram [o país]. Eu daria uma sugestão também de um ministério exclusivo para as pessoas com deficiência”, afirmou ao contar sobre suas ideias em entrevista à Agência Brasil.

Desde janeiro de 2023, o Brasil conta com uma Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, mas Daniel defende que a acessibilidade precisa ser ampliada.

“Em todo lugar que eu vou, a acessibilidade é precária”, lamentou.

Residindo na Asa Sul, um bairro central de Brasília, o estudante compartilha com colegas sobre as dificuldades enfrentadas por jovens com menos privilégios. Ele destaca a falta de acessibilidade em calçadas, prédios e transporte público, reivindicando melhorias.

Acessibilidade e Educação

Para facilitar seus estudos, Daniel utiliza um teclado eletrônico em braille e acredita que o governo deveria proporcionar esse recurso para todos os estudantes que necessitam.

Brasília - DF 29/10/2026 - O estudante Daniel Vidal Moura, dificiênte visual, durante entrevista a Agência Brasil, conta como foi seu encontro com o presidente Lula. Na foto Daniel mostra como usa na escola seu notebook. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O estudante Daniel Vidal Moura mostra como usa seu notebook na escola. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Raquel Vidal, mãe de Daniel, de 45 anos, relata que sempre incentivou o interesse do filho pelo mundo. Desde pequeno, ele mostrou curiosidade por história e geopolítica, acompanhando de perto a evolução social do Brasil.

“O que mais me chamou a atenção, nos últimos anos, é que o Brasil saiu do Mapa da Fome. A taxa de desemprego é a menor desde 2015”, observa Daniel.

Conscientização e Combate ao Preconceito

O jovem também se destaca por sua consciência social, abordando temas como preconceito e capacitismo. Daniel e sua família acreditam na luta constante por igualdade de direitos para as pessoas com deficiência.

Fernando Moura, seu pai, enfatiza a importância de discutir racismo e preconceitos em casa, promovendo um ambiente de inclusão e respeito.

“Nós falamos para ele que ninguém deve ser excluído por conta de sua deficiência”, reforça o pai.

Além disso, Daniel incentiva seus colegas a se envolverem em discussões sobre participação social e política.

“A gente só pode votar depois dos 16 anos, mas nós, jovens, temos que participar mais. O Brasil precisa dos jovens”, afirma.

O estudante ficou emocionado com a mobilização de jovens em manifestações políticas recentes. Seu desejo é que mais jovens se conscientizem da importância de participar ativamente.

“É bonito quando todos participam”, conclui Daniel.

Se tivesse mais tempo com Luiz Inácio Lula da Silva, o garoto gostaria de expressar seu desejo de que o país se desenvolva e que as promessas de políticas públicas sejam cumpridas, afirmando: “Tem que tirar o Brasil da categoria de países emergentes e virar país desenvolvido”.

Os pais de Daniel, orgulhosos de seu filho, também sonham por um futuro repleto de oportunidades para ele.

“Que ele seja feliz e tenha acesso a oportunidades”, diz Raquel, com os olhos brilhando.

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