Lula destaca que Enem é batalha contra retrocesso educacional
Lula reafirma a importância do Enem como ferramenta de combate ao retrocesso educacional e busca de dignidade para milhões de estudantes no Brasil

O Brasil inicia neste domingo (8) a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para mais de 5 milhões de inscritos, um momento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descreveu como uma “guerra contra o retrocesso”. Durante uma transmissão ao vivo a partir do centro de monitoramento do exame, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, Lula enfatizou a importância da educação como ferramenta de transformação social.
“Nós aqui estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso, uma guerra pela educação, uma guerra que significa paz”, declarou o presidente, ao se referir aos candidatos como “soldados da democracia, soldados da paz, soldados do futuro”. Ele desejou boa sorte aos participantes e pediu que mantivessem a calma: “Cabeça erguida e muita tranquilidade”.
Lula também abordou a relação entre formação acadêmica e dignidade, recordando suas próprias dificuldades ao não ter acesso à educação formal. “Quem tem formação é tratado como se fosse gente, de forma respeitosa. Uma pessoa que não tem formação não é tratada com respeito. Eu já vivi isso na pele”, refletiu o presidente.
Além das questões sobre o Enem, Lula anunciou o programa Pé-de-Meia universitário, uma iniciativa prometida durante sua última campanha eleitoral. O programa, que oferecerá incentivos financeiros entre R$ 200 e R$ 1.000 para que os alunos do ensino médio permaneçam matriculados, busca garantir que “nenhum brasileiro ou brasileira vai ficar sem estudar porque não tem o que comer”, assegurou.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a complexidade logística do Enem, que envolve a distribuição das provas em mais de 184 mil salas de aplicação em 1.901 municípios. Ele informou que o Inep está atento às condições climáticas e que, caso algum candidato não consiga chegar ao local de prova devido a problemas relacionados ao tempo, terá a oportunidade de uma nova aplicação, conforme as regras do edital.
Barchini também lembrou que, mesmo aqueles que não forem aprovados em universidades públicas, podem utilizar suas notas em programas como ProUni e Fies, que ajudam a financiar a educação superior em instituições privadas. “Toda universidade de alguma forma adota esse exame”, concluiu o ministro.
Por fim, a Agência Brasil promoverá a live “Resenha do Enem”, neste domingo, a partir das 19h30. O evento contará com a participação de professores convidados que comentarão as questões e a redação do exame, e poderá ser acompanhado pelo YouTube da Agência Brasil e da TV Brasil, além das emissoras da Rádio Nacional.



