Ministério anuncia aquisição de 25 mil doses da vacina contra mpox
Brasil amplia estoque da vacina contra mpox com nova aquisição de 25 mil doses, visando atender a demanda e orientar aplicação em grupos de risco

O Ministério da Saúde anunciou a aquisição de 25 mil doses da vacina contra a mpox, resultado de negociações com um laboratório dinamarquês que produz o imunizante, certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A ampliação na compra possibilitou um aumento de 5 mil para 20 mil doses, com entrega programada para as próximas três semanas, reforçando assim o estoque nacional.
Até o momento, nove unidades da Federação receberam um total de 3.650 doses, incluindo estados como Rio de Janeiro, Ceará e o Distrito Federal. A escassez global da vacina, que possui produção limitada, motivou o ministério a adotar medidas alternativas. Na semana anterior, foi emitida uma nota técnica sugerindo a aplicação intradérmica da vacina, uma prática já utilizada na Europa, que permite potencializar o número de vacinados em até cinco vezes com uma única dose, especialmente em grupos de risco.
A mpox, a qual se refere a doença tratada visando à vacinação, é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus e se manifesta com erupções e lesões cutâneas. De acordo com os dados mais recentes, até 6 de novembro, o Brasil contabilizou 832 casos confirmados e uma morte associada à doença, com o aumento do número de casos concentrado principalmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal.
A transmissão da mpox ocorre predominantemente pelo contato direto com lesões ou erupções cutâneas de indivíduos infectados, além de secreções corporais e objetos contaminados. A comunicação próxima e prolongada com secreções respiratórias também apresenta risco de contágio. Os sintomas da doença, que podem durar entre duas a quatro semanas, incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e fraqueza, com erupções que geralmente se iniciam no rosto, mãos e regiões genitais.
O ministério ressaltou que, apesar do aumento dos casos, a maioria apresenta uma evolução leve a moderada. Entre as recomendações de prevenção, constam a higienização das mãos e a limpeza de objetos e roupas. Pessoas que tiveram contato próximo com infectados devem buscar orientação em serviços de saúde.
Quanto à vacinação, a OMS não recomenda uma campanha em massa contra a mpox. A imunização é indicada para grupos específicos com maior risco de desenvolver a forma grave da doença, como indivíduos vivendo com HIV/aids ou profissionais em contato com amostras do vírus. O esquema vacinal requer duas doses, com um intervalo de 28 dias, e as vacinas são administradas em Centros de Referência de Imunização, e não em postos de saúde.



