Educação

Enem será em janeiro de 2021

As provas foram definidas após o adiamento, quando iriam ocorrer em novembro

Por causa da pandemia do coronavírus, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceria em novembro desse ano, foi adiado. Após uma votação com os participantes da prova, o Ministério da Educação definiu que elas vão ser realizadas nos dias 14 e 21 de janeiro de 2021, para as impressas. Já as provas aplicadas pelo Enem Digital vão acontecer nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro do mesmo ano.

O anúncio foi feito através de uma entrevista coletiva que contou com  Antonio Paulo Vogel, secretário-executivo do MEC, e por Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A reaplicação dos exames está prevista para os dias 24 e 25 de fevereiro. O Ministério da Educação estima que os resultados do Enem sejam divulgados no dia 29 de março. Mais de 5,7 milhões de estudantes se inscreveram para o exame.

Entretanto as entidades estudantis criticaram a nova data anunciada pelo MEC. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG), a data escolhida porque ela não foi a definida em enquete com os estudantes.

Para as entidades, a decisão do Governo Federal “demonstra que não existe um diálogo verdadeiramente democrático com os estudantes”.

Veja abaixo a íntegra da nota das entidades

Nota das entidades estudantis sobre sobre as datas da realização do ENEM

Nesta quarta, 8 de julho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) apresentou dados sobre o ENEM. Entre eles, a informação de que a cada quatro candidatos, três têm dificuldades com a internet. Alertamos desde o início de nossa mobilização pelo adiamento da prova que a exclusão digital é um dos problemas que os estudantes brasileiros enfrentam nesse momento de pandemia. Por isso, questionamos a enquete realizada com datas sem critérios e a falta de soluções, por parte do governo, para as dificuldades apresentadas.

Agora, a data escolhida pelos poucos estudantes que conseguiram votar não foi levada em conta. A escolha feita pelo Ministério da Educação, de realizar a prova nos dias 17 e 24 de janeiro, demonstra que não existe um diálogo verdadeiramente democrático com os estudantes, profissionais da educação e saúde. Durante o período em que foi realizada uma consulta cujo resultado não foi levado em consideração, o diálogo aberto com todos os segmentos poderia nos ter apresentado a saída. Vamos continuar lutando, além de recorrer por todos meios cabíveis, para que haja a formação de uma Comissão de Crise para discussão das novas datas, que envolva não só Reitores e Secretários de Educação, mas também representação de estudantes, professores e outros especialistas em educação e em saúde.

Enquanto estudantes brasileiros continuam aflitos, o Ministério da Educação permanece sem ministro, o que nos preocupa ainda mais sobre a decisão das datas. Para que possamos superar a pandemia causada pelo novo coronavírus, a educação precisa estar no debate central. É dela que saem as pesquisas e é por meio dela que transformamos vidas. Estamos falando sobre o futuro de milhões de jovens brasileiros e, por isso, é preciso ter responsabilidade!

UNE – União Nacional dos Estudantes

UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

ANPG – Associação Nacional dos Pós-graduandos”

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