
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu, na última segunda-feira (21), o julgamento do dissídio coletivo relacionado à greve dos Correios. A análise do caso será retomada na próxima quinta-feira (24), às 15h30.
A decisão ocorreu após o ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST, acolher uma questão de ordem. Ele permitiu que os sindicatos que representam os trabalhadores se manifestem, em um prazo de 48 horas, sobre novos documentos que solicitam o reconhecimento da abusividade da greve.
“Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária”, explicou Mello Filho.
A greve foi iniciada na quinta-feira (10) da semana passada, após a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect) afirmar que as negociações da campanha salarial deste ano não resultaram em acordo.
Na semana anterior, o TST determinou que 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios se mantivesse durante a greve, considerando o serviço essencial e os possíveis impactos nas eleições.
A estatal informou que, após a deflagração da greve, ativou um plano de continuidade de negócios para garantir a entrega dos serviços.



