
A Meta, empresa responsável pelo Facebook, WhatsApp e Instagram, desabilitou os anúncios do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 10 dias do primeiro turno das eleições. A decisão gerou uma reação imediata da campanha do presidenciável, que protocolou um recurso contra a plataforma, argumentando que o bloqueio não teve justificativa adequada.
No mesmo dia em que os anúncios foram suspensos, a conta de Lula foi normalizada. A equipe de campanha aguarda uma explicação oficial da Meta sobre o incidente. Até o fechamento desta reportagem, a empresa não havia se manifestado. O ocorrido intensificou a narrativa entre os aliados de Lula, que alegam que companhias norte-americanas favorecem seus opositores políticos.
Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou nas redes sociais que a empresa se alinharia ao novo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que tomará posse em janeiro de 2025. Em seu pronunciamento, Zuckerberg afirmou que a Meta trabalharia para pressionar governos globais que impõem restrições a empresas americanas.
A regulação das big techs proposta pelo governo brasileiro tem gerado atritos com essas empresas e com a administração Trump, que critica as iniciativas de regulamentação que visam coibir práticas ilícitas no ambiente digital.



