

Um incêndio no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, em Islamabad, resultou na morte de pelo menos 14 bebês nesta quarta-feira, 26 de outubro. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou a tragédia, enquanto o ministro da Saúde, Mustafa Kamal, atribuiu o incêndio a uma explosão em um aparelho de ar-condicionado na unidade de neonatologia.
O incêndio teve início por volta das 7h, horário local, no terceiro andar da ala de saúde materno-infantil. Imagens veiculadas pela emissora Geo TV mostraram a unidade devastada, com equipamentos espalhados e fumaça ainda saindo dos destroços. Havia 16 recém-nascidos na ala no momento do incidente; um deles conseguiu ser resgatado.
“A quantidade de oxigênio na ala facilitou a propagação das chamas”, comentou Kamal. O incêndio é considerado um dos mais mortais em hospitais no Paquistão nos últimos anos, um país onde o sistema de saúde pública enfrenta sérias dificuldades, incluindo a falta de recursos e a sobrecarga das instalações.
Testemunhas descreveram cenas de desespero do lado de fora do hospital, como a de Javeria, que perdeu seu filho no incêndio. Ela relatou que a unidade não contava com médicos ou enfermeiros presentes no momento da tragédia e criticou as condições de segurança do hospital, que não tinha saídas adequadas. “Os corpos das crianças foram levados em caixas e nós não pudemos ver”, lamentou.
Apesar das críticas, Kamal negou que não houvesse funcionários disponíveis e o primeiro-ministro determinou uma investigação sobre o caso. Em decorrência do incidente, o secretário de Saúde foi suspenso pelo governo.
O Instituto de Ciências Médicas do Paquistão é uma das principais instituições de saúde pública da capital, atendendo a uma população de cerca de 1,1 milhão de habitantes. O prédio onde ocorreu o incêndio foi descrito por um dos pais como não tendo segurança contra incêndios adequada, e as portas estavam, em sua maioria, trancadas durante a emergência.



