

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a discussão sobre a continuidade da sessão que analisará a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes em relação a supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise foi reiniciada por volta das 15h30, após uma pausa para o almoço.
Durante a sessão, os ministros decidirão se acolhem uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que sugere o retorno do julgamento na quarta-feira (23) e pede a inclusão da investigação sobre possíveis irregularidades cometidas pelo ex-relator do caso, André Mendonça. Mendes também propôs que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal, ao invés de permanecer sob a relatoria do presidente do STF, Edson Fachin.
A origem do caso remonta ao dia 1° de setembro, quando André Mendonça levou o assunto ao plenário após a Polícia Federal (PF) descobrir que Vorcaro havia se comunicado pelo menos 50 vezes com um número de celular a ele atribuído, antes de sua prisão em 17 de novembro do ano passado. Essa informação foi obtida pela PF por meio da quebra do sigilo do celular de Vorcaro, que está envolvido na Operação Compliance Zero, a qual investiga fraudes financeiras no banco Master.
De acordo com a Constituição e o regimento interno do STF, cabe ao plenário da Corte a decisão sobre membros do tribunal.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que revelou os diálogos entre Moraes e Vorcaro. Em sua manifestação, Gonet alegou que Mendonça teria agido ilegalmente ao aprofundar a investigação sobre o caso Master sem a autorização do plenário, o que ele considera necessário para a prosseguimento da apuração.



