Dólar fecha perto de R$ 5,17 pressionado por cenário externo e eleições
Dólar tem forte alta com valorização externa e incertezas eleitorais, enquanto petróleo e juros nos EUA aumentam pressão sobre mercados brasileiros


O dólar fechou em alta de 1,27% nesta quarta-feira, 23 de outubro, alcançando R$ 5,169, influenciado pela valorização da moeda americana no exterior, pelo cenário eleitoral no Brasil e pela alta do petróleo. Durante o dia, a divisa brasileira chegou a ser cotada a R$ 5,177 por volta das 14h40, mas recuou ao longo das negociações. Enquanto isso, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, caiu 0,86%, encerrando o dia aos 185.814 pontos, depois de ter oscilado entre 185.676 e 188.772 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 29,68 bilhões.
No mercado internacional, os principais índices de Nova York também apresentaram queda, com o Dow Jones recuando 0,68%, o S&P 500 caindo 0,75%, e o Nasdaq perdendo 1,13%. A alta nos juros dos Treasuries, que ultrapassaram a marca de 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007, impactou especialmente ações de tecnologia, que são sensíveis a expectativas de juros. As tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo contribuiram para um ambiente de maior aversão ao risco, afetando os mercados globais.
O preço do petróleo subiu após cinco quedas consecutivas, com o Brent avançando 2,84%, a US$ 98,12 por barril, e o WTI subindo 1,81%, para US$ 92,16. A falta de progresso nas negociações entre EUA e Irã e a possibilidade de restrições nas exportações de diesel dos Estados Unidos foram determinantes para essa valorização, mesmo que a Casa Branca negasse planos nesse sentido. Além disso, o Departamento de Energia dos EUA informou um aumento inesperado nos estoques de petróleo, contrabalançando as expectativas de queda.
Em relação ao desempenho do dólar, a valorização foi impulsionada por dados de atividade econômica nos Estados Unidos, onde o índice de gerentes de compras (PMI) subiu para 58,4 em setembro, comparado a 56 em agosto, indicando expansão. Apesar da alta recente, a moeda norte-americana acumula uma queda de 5,83% em relação ao real desde o começo do ano.
Os desdobramentos no cenário eleitoral brasileiro também têm repercutido no mercado, à medida que novas pesquisas são divulgadas e influenciam as expectativas dos investidores.



