

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para discutir as investigações do caso Master.
Durante uma reunião de uma hora e meia, Fachin enfatizou que a PF deve encaminhar ao STF todas as menções a ministros da Corte encontradas na investigação, sem exceções. Esse processo é crucial para que o plenário do STF decida sobre a possível abertura de investigações contra os ministros mencionados.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também precisa apresentar um parecer prévio antes que o plenário analise a situação. A movimentação ocorreu após cobranças de membros da Corte sobre a avaliação das menções a todos os ministros implicados nas mensagens da investigação.
Entenda a Contextualização do Caso
No mês passado, o ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master, retirou o sigilo de parte da investigação, revelando que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens para um número de celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, dias antes de ser preso em novembro do ano passado. Além de Moraes, os nomes dos ministros Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e o próprio Mendonça também foram citados por pessoas ligadas a Vorcaro.
O ministro Gilmar Mendes, em ofício enviado a Fachin, pediu a identificação de todos os envolvidos nas menções.
Avanços nas Investigações
Fachin também informou que aguarda uma manifestação da PGR sobre solicitações urgentes que foram feitas pela PF, relacionadas ao caso Master e a investigações sobre descontos ilegais de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Essas apurações eram de competência do ministro André Mendonça, mas foram remanejadas para a presidência do STF durante um período de turbulência interna na Corte, após a retirada do sigilo das conversas entre Moraes e Vorcaro. A PGR deve se pronunciar sobre pedidos de soltura feitos por alguns investigados, incluindo o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e os familiares de Vorcaro, Felipe e Henrique.
Fachin também solicitou agilidade da PF na análise de possíveis ações relacionadas ao inquérito das Fake News. Na semana anterior, o presidente do STF indicou sua intenção de encerrar esse inquérito, que foi instaurado em março de 2019, durante a gestão do ex-presidente Dias Toffoli, que justificou a medida como necessária para combater a disseminação de notícias que ameaçam a honra e a segurança do STF e de seus membros.



