Saúde

São Paulo tem novo recorde de mortes pelo COVID-19

São 434 óbitos registrados e ainda há risco de que o número de infectados seja 10 vezes maior

Mais um triste número foi confirmado no estado de São Paulo por causa do coronavírus. Agora o registro é de 434 mortes causadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando 13.068 mortos. Esse é o maior número de mortes registradas no estado desde o início da pandemia. Até ontem, 12.634 pessoas tinham morrido com a doença.

Já o número de casos confirmados subiu de 221.973 para 229.475, um aumento de 7.502 infectados pela COVID-19. As novas confirmações não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores no final de semana e às segundas-feiras devido ao atraso nas notificações nestes dias.

O estado de São Paulo registrou 434 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando 13.068 mortos. Esse é o maior número de mortes registradas no estado desde o início da pandemia. Na segunda, 12.634 pessoas tinham morrido com a doença.

Já o número de casos confirmados subiu de 221.973 para 229.475, um aumento de 7.502 infectados pela COVID-19. As novas confirmações não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores no final de semana e às segundas-feiras devido ao atraso nas notificações nestes dias.

No dia 15 desse mês, o Comitê de Saúde da gestão João Doria (PSDB) havia apontado uma tendência de estabilização nas mortes e chegou a comemorar a primeira queda semanal com 1.523 novos registros, apesar de a diferença ter sido de apenas três óbitos em relação à semana anterior.

Na semana seguinte, no entanto, o número semanal voltou a crescer e bateu recorde semanal com 1.913 novas mortes. Também pela primeira vez o estado registrou quatro dias seguidos com mais de 300 mortes. Com o novo recorde diário registrado nesta terça, é possível que o balanço desta semana aumente novamente, contrariando a justificativa de estabilidade.

“A média semanal está subindo dentro das previsões com as quais estamos trabalhando desde o inicio, elas são ajustadas, e vamos ajustar para ver o que podemos esperar como vai ser em julho, mas está dentro dos modelos matemáticos com os quais estamos trabalhando”, justificou Carlos Carvalho, coordenador do Centro de Contingência.

“Isso não é um recorde só porque o número foi maior, nós temos que entender que a gente tem que não olharmos casos eventuais e datas eventuais, mas sim estarmos dentro da média móvel da semana”, argumentou o secretário de Saúde, José Henrique Germann.

Nesta segunda (22), a taxa de isolamento no estado de São Paulo foi de 46% e de 47% na capital paulista. No domingo (21), o índice foi de 53% na capital e no estado 52%. O número de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é de 5.659 e de 8.295 pessoas nas enfermarias. Na Grande São Paulo, 68% das UTIs estão ocupadas e 65,7% no estado.

Inquérito sorológico

A cidade de São Paulo pode ter 1,16 milhão de infectados pelo coronavírus, número dez vezes maior do que o índice oficial, de 120 mil casos confirmados da doença, segundo pesquisa feita pela Prefeitura de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo verificou que 9,5% da população já teve contato com o novo coronavírus, segundo pesquisa epidemiológica divulgada nesta terça. Os dados foram obtidos por meio de 5.416 exames sorológicos feitos em 96 distritos com moradores acima dos 18 anos escolhidos por sorteio.

Esses exames não indicam quantas pessoas estão infectadas no momento, mas quantas já tiveram contato com o vírus e desenvolveram anticorpos contra ele, sejam elas sintomáticas ou assintomáticas.

A margem de erro do inquérito sorológico é de 1,7 pontos percentuais. Portanto, a taxa de prevalência do vírus Sars-Cov-2 na população paulistana está entre 8% e 11,4%. Com esse resultado, a administração estima que 1,16 milhão de pessoas tenham contraído o vírus na cidade.

A presença de anticorpos no organismo não significa que a pessoa está imune à doença. Pesquisadores ainda estudam qual é a taxa de anticorpos necessária para que o indivíduo se torne imune e também quanto tempo esta imunidade pode durar.

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