Saúde

Quarentena completa 100 dias

Em São Paulo ela já foi prorrogada quatro vezes desde março

O combate ao coronavírus continua no Estado de São Paulo e por todo Brasil e mundo. No caso dos paulistas, os números são de 281.380 casos confirmados pelo COVID-19 e 14.763 mortes provocadas pela doença até essa terça-feira. Diversas ações e medidas preventivas foram feitas pelas prefeituras e o governo estadual para frear o número de infectados. As medidas até que deram certo, mas o índice poderia ser menor ainda se o isolamento social fosse efetivamente respeitado.

Jamais o Estado de São Paulo conseguiu alcançar o índice ideal de 70% do isolamento. Poucas cidades, como Ubatuba, Litoral Norte, chegou a ter 64%. Mas a média no geral de março até os dias atuais foi de 50%, sendo que os melhores índices ocorriam aos domingos e feriados. Os motivos para o descumprimento variam para uma maior necessidade de pessoas terem que trabalhar, ou mesmo o desrespeito de pessoas que saem sem necessidade e promovem festas clandestinas com muita aglomeração.

Determinada pelo governador João Doria (PSDB), a medida de isolamento social para conter a disseminação do coronavírus começou no dia 24 de março em todas os 645 municípios e foi sendo prorrogada. O último prolongamento aconteceu na sexta-feira (26), quando Doria anunciou que a quarentena segue até 14 de julho.

Em sua primeira fase, a quarentena determinou o fechamento do comércio e manteve apenas os serviços essenciais abertos, como as áreas de saúde, alimentação, segurança, transporte público, transportadoras e armazéns, empresas de telemarketing, petshops, deliverys, limpeza pública e postos de combustível. Nessa época, o estado tinha 745 casos e 30 mortes.

Dias depois, a Prefeitura publicou um decreto aumentando a lista de serviços essenciais autorizados a funcionar. As atividades religiosas foram incluídas na lista devido a um decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também foi acrescentada a comercialização de embalagens e materiais de construção, por exemplo.

Nessa época, os índices de isolamento social eram o principal parâmetro das decisões da Secretaria Estadual de Saúde enquanto o governo estadual investiu no aumento do número de leitos das Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) dos hospitais e a capacidade de processamento de testes dos laboratórios.

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