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Servidores de Jarinu não recebem o 13º salário

Eles fizeram uma manifestação e denunciam outros problemas

Servidores públicos de Jarinu fizeram um protesto pelas ruas. O motivo é porque eles não receberam ainda a primeira parcela do 13º salário deste ano. A manifestação teve apitos e panelaços na porta da Prefeitura da cidade.

Segundo o sindicato da categoria, cerca de 1200 profissionais ainda não receberam este dinheiro. Mas além deste problema, os funcionários públicos também reclamam de que outros benefícios não estão sendo pagos e isso gerou a insatisfação.

Questionada sobre estas dívidas com os servidores públicos, a Prefeitura de Jarinu respondeu por meio de nota que o motivo se deve a crise financeira gerada pela queda de arrecadação e pelos transtornos provocados pela pandemia do coronavírus. Mas que aguarda recursos até o dia 30 para fazer os pagamentos pendentes

Leia na íntegra:

“A Prefeitura Municipal de Jarinu vem a público informar sobre o pagamento do 13º salário dos servidores. Desde 2017, quando foi dada a posse do Governo foi encontrado um verdadeiro caos nas contas públicas, inclusive parcelando os salários relativos ao período de 2016, da antiga gestão. Desde então tentou-se equilibrar as contas públicas para que os salários fossem pagos antecipadamente, deixando muitas vezes de pagar vários fornecedores e os encargos de INSS e FGTS para que os funcionários não ficassem sem os salários, incluindo transporte e alimentação.

Considerando as dificuldades encontradas, a altíssima queda na arrecadação; a queda na economia mundial, que afetou todos os municípios, prejudicando os menores, como Jarinu. Foram feitos dois parcelamentos dos débitos da dívida ativa e dos impostos, mas não foi obtido o êxito desejado.

Solicitamos ajuda dos Governos Estadual e Federal. A Prefeitura tentou parcelamentos com INSS, assumiu a confissão de dívida do FGTS. Contudo os débitos com a folha já vieram altos desde 2016 quando houve reajustes nos salários de alguns servidores concursados, de forma não pensada e eleitoreira, além de reajuste de mais de 8% para entrar em vigor em janeiro de 2017, desiquilibrando a folha de pagamento até hoje.

A administração de Eliane Lorencini explica que foram quatro anos de muito trabalho para que as contas públicas ficassem em ordem, pensando exclusivamente nos salários dos servidores, para que não houvesse atraso. O pagamento do funcionalismo sempre foi prioridade. A situação piorou ainda mais com a pandemia. A Prefeitura de Jarinu decretou estado de emergência para receber ajuda dos governos e isto desestruturou, ainda mais, as contas da municipalidade”.

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