Brasil pode deixar a pandemia e se tornar endemia, diz Bolsonaro
Embora tenha atingido 650 mil mortes, a tendência de casos e mortes apresenta queda

O Brasil ainda sofre com os efeitos da pandemia da Covid-19 e na quarta-feira (2) passou a marca de 650 mil mortes. No entanto, a tendência de casos e óbitos é de queda e por isso, existe a possibilidade da pandemia virar uma endemia do coronavírus. É o que afirmou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3).
Segundo Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai realizar estudos sobre este possível rebaixamento pandêmico para que o Brasill esteja em um quadro endêmico.
“Em virtude da melhora do cenário epidemiológico e de acordo com o § 2° do Art. 1° da Lei 13.979/2020, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estuda rebaixar para ENDEMIA a atual situação da COVID-19 no Brasil”, disse Bolsonaro por meio de uma postagem no Twitter.
Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que já está adotando as medidas necessárias para reclassificar o status da covid-19 no Brasil que, atualmente, é identificado com pandemia. “O Ministério da Saúde avalia a medida, em conjunto com outros ministérios e órgãos competentes, levando em conta o cenário epidemiológico e o comportamento do vírus no país”, declarou o órgão.
Diferenças
Desde março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o surto sanitário de coronavírus como uma pandemia. O termo endemia é usado nos casos de doenças recorrentes, típicas, que são frequentes em uma determinada região, mas para as quais já há uma resposta efetiva à população por parte da rede de saúde.
Uma enfermidade pode começar como um surto ou epidemia e se torna uma pandemia quando atinge níveis mundiais, ou seja, quando determinado agente se dissemina em diversos países ou continentes, usualmente afetando um grande número de pessoas.
Se confirmada a reclassificação no Brasil, a medida vai de encontro às orientações da OMS, órgão que define quando uma doença se torna uma ameaça global.
Efeitos
Se passar a ser tratada como endemia, a Covid-19 deixará de ser uma emergência de saúde. Assim, restrições como uso de máscaras, proibição de aglomerações e exigência do passaporte vacinal, além de realização compulsória de exames médicos, por exemplo, podem deixar de ser obrigatórias.
Por Agência Brasil
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