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‘Asfalto ecológico’ para melhorar estradas rurais de jundiaí

o produto é um composto com sobras de diversos materiais

A Prefeitura de Jundiaí iniciou o projeto “Caminhos Sustentáveis”, etapa do programa Mais Asfalto, criado pela gestão com objetivo de priorizar investimentos de infraestrutura urbana para recuperação de vias, asfaltamento e manutenções nas ruas e avenidas da cidade. O projeto é voltado à melhoria das estradas rurais. A Alameda Dom Pedro, no bairro Terra Nova, é a primeira via a receber asfalto ecológico, feito com materiais reaproveitados da própria via não pavimentada.

“Esse projeto que integra o Mais Asfalto, além de mais economia, oferece qualidade ao pavimento. Estamos projetando uma durabilidade de 10 anos deste asfalto”, destaca o gestor da UGISP, Adilson Rosa.

Máquina asfaltando rua

O asfalto ecológico será utilizado para qualificar cerca de 33 quilômetros de estradas rurais.

Inicialmente, a previsão é a utilização do asfalto ecológico para qualificar cerca de 33 quilômetros de vias rurais do município. A economia projetada aos cofres públicos é de cerca de R$ 3 milhões ao ano. A Prefeitura de Jundiaí ainda economizará com a quantidade bem menor de serviços de suas equipes de manutenção, principalmente em épocas de maior incidência de chuva.

Tecnologia
O gestor explica que para a produção do material, é empregado um equipamento móvel chamado recicladora. Trata-se de uma espécie de trator construído especificamente para o serviço, dotado de um cilindro rotativo com dentes de corte. O equipamento executa mecanicamente o corte, a mistura e a homogeneização do material existente na estrada.

À matéria-prima do asfalto rural, ainda são adicionados durante este processo agentes estabilizadores como cimento ou espuma de asfalto. Dependendo do tipo de solo de cada estrada, podem ser acrescentados ainda agregados reciclados produzidos pelo Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Jundiaí (Geresol), resultando em uma base de excelente capacidade de suporte.

“Para concluir, o revestimento final é feito com asfalto-borracha, que é o resultado de mistura de borrachas moídas de pneus inservíveis com piche. Vamos reciclar, somente nesta primeira etapa, em torno de 10,5 mil pneus, material que é poluente. Com essa nova técnica, as estradas rurais – por onde passam constantemente ônibus escolares e do transporte coletivo, e caminhões escoando a produção de alimentos – terão uma substancial melhoria em sua trafegabilidade. Além disso, não haverá mais poeira, que causa transtornos aos moradores”, completa o gestor.

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