Saúde

Coronavírus deixa 10 milhões de pessoas enfermas pelo mundo

Estados Unidos e Brasil lideram os dados de infectados e de mortos

A pandemia do novo coronavírus, que superou o meio milhão de mortos e os 10 milhões de casos no mundo, continua se expandindo de forma acelerada, sobretudo nos Estados Unidos e Brasil. Desde seu surgimento em dezembro passado na China, a COVID-19 causou, segundo contagem da AFP, feita com base em fontes oficiais às 8h de Brasília, 501.847 mortes e 10.161.240 contágios.

O ritmo de propagação da pandemia continua sendo vertiginoso, com mais de um milhão de novos casos registrados em apenas seis dias. Na China, o domingo de meio milhão de pessoas perto de Pequim, atingida por um novo surto da doença, foi em confinamento.

A Europa é o continente com mais vítimas fatais (196.086 por 2.642.897 casos). Em seguida aparecem Estados Unidos e Canadá (134.315 por 2.642.754), e América Latina e Caribe (111.640 por 2.473.164). País mais afetado no mundo pela doença, os Estados Unidos acumulam 125.768 mortos e mais de 2,5 milhões de casos. Apesar de uma leve queda do número de mortes diárias em junho na comparação com maio, os contágios aumentam em 30 de seus 50 estados, particularmente nos maiores e mais populosos do sul e do oeste, como Califórnia, Texas e Flórida.

A idade média das pessoas infectadas é agora de 33 anos, contra 65 há dois meses. A Flórida enfrenta uma “explosão real” da doença entre os jovens. Com o desconfinamento no início de junho, esse grupo voltou às praias e à vida noturna, admitiu o governador Ron DeSantis esta semana.

Na Califórnia, o governador Gavin Newsom determinou o fechamento de bares em Los Angeles e outros seis condados do estado devido a um forte aumento de casos da COVID-19. O vírus também avança na América Latina e Caribe. Segundo país com mais mortos em todo o mundo pelo vírus, o Brasil registrou 552 novos óbitos no domingo, elevando o total a 57.622. O país totaliza 1.344.143 casos.

O ministério da Saúde anunciou que em sete dias, até domingo, o Brasil registrou a pior semana da pandemia em termos de novos casos, com 259.105 infecções. E a segunda pior no que diz respeito a mortes, com 7.005 óbitos. No domingo foram organizadas manifestações em várias cidades do país e algumas exterior, como Estocolmo, Londres e Barcelona, contra Bolsonaro, o presidente que minimizou o novo coronavírus, que chamou de “gripezinha”,

Em Brasília, manifestantes colocaram 1.000 cruzes no gramado diante do Congresso para homenagear as vítimas do coronavírus. O Brasil anunciou um acordo para produzir até 100 milhões de doses de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade britânica de Oxford. O país está ajudando na fase de testes da mesma, que está entre as mais promissoras.

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