Ano letivo da rede estadual tem prazo de início
Mas o cumprimento do prazo ainda será determinado pela Saúde

O calendário escolar de 2021 já tem uma data para começar. O ano letivo da rede estadual deve iniciar no dia 1º de fevereiro. Mas este prazo ainda será determinado pela área da Saúde, devido a pandemia do coronavírus. Isso porque 15% dos estudantes ainda não entregaram as atividades durante as aulas remotas e correm o risco de serem reprovados.
Durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (11), o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares informou como está sendo feita a organização do calendário e as conversas conjuntas com a Saúde, principalmente com o acompanhamento do desenvolvimento da vacina da CoronaVac, conta a COVID-19.
“A gente está organizando o calendário para ter no ano que vem um ano mais próximo do normal possível. É claro que daqui até lá a gente vai estar avaliando, olhando sempre com a área da área da Saúde, mas o calendário das escolas estaduais vai começar a partir do dia 1º fevereiro. Então, as aulas, as atividades presenciais com os nossos estudantes e com as escolas funcionando. Até lá vamos entender se é o todo, se é uma parte”, afirmou.
Planejamento
Os professores terão duas semanas de férias em janeiro e a última semana do mês será dedicada ao planejamento do ano letivo. O calendário escolar prevê os intervalos em abril e outubro, além das férias de julho.
Além da avaliação aplicada aos alunos em dezembro para diagnosticar o que foi assimilado durante as aulas remotas, os estudantes farão uma nova avaliação em janeiro. Os alunos que fizeram o mínimo de aditividades durante o período de aulas on-line não serão reprovados.
“Essas avaliações diagnósticas vão nos dar um parâmetro e customizar a recuperação. Entender como está cada um dos estudantes, em que estágio, que ponto eles estão das habilidades essenciais”, diz o secretário.
A reprovação
De acordo com Rossieli, cerca de 15% dos alunos da rede estadual ainda não entregaram as atividades propostas durante as aulas remotas em todo o estado. Caso as escolas não atualizem a participação dos estudantes em qualquer atividade existe a possibilidade de reprovação de cerca de 500 mil alunos.
“Hoje a gente tem em torno de 15% dos estudantes que estão no nosso radar como uma possibilidade de termos algum tipo de problema de reprovação. Nós acreditamos que esse número será menor, às vezes ainda não tem informação no sistema e a escola vai trazendo a todo momento, mas é em torno de 15% da rede. É um número elevado ainda”, afirmou.
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