Maduro é levado a tribunal nos EUA após captura militar
residente venezuelano enfrenta acusações de narcoterrorismo enquanto ONU debate legalidade da operação

Nicolás Maduro, pre da Venezuela, comparece nesta segunda-feira (5) pela primeira vez a um tribunal federal de Nova York, após ser capturado por forças dos Estados Unidos em uma operação militar realizada no sábado (3). A audiência está marcada para as 14h (horário de Brasília).
Maduro é alvo de quatro acusações já apresentadas pelo Departamento de Justiça americano em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração criminosa. O caso volta a ganhar repercussão global diante da prisão inédita de um chefe de Estado em exercício por forças estrangeiras.
A legalidade da captura será discutida ainda hoje no Conselho de Segurança da ONU, que se reúne às 12h (de Brasília). O encontro foi solicitado pela Colômbia e ocorre em meio a críticas internacionais à ação militar dos EUA.
Com a ausência de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez passou a ser considerada governante em exercício da Venezuela. Em pronunciamento, ela afirmou estar disposta a dialogar com Washington em uma agenda de cooperação baseada no direito internacional. Rodríguez recebeu apoio das Forças Armadas venezuelanas, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, passou a tratá-la como líder interina, embora tenha feito novas ameaças de intervenção.
Posicionamento do Brasil
O Brasil também participa da reunião do Conselho de Segurança. Segundo apurou a CNN, o embaixador Sérgio Danese deve reiterar a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a ação americana como uma “afronta gravíssima” e uma violação de limites diplomáticos. Embora não integre o Conselho atualmente, o Brasil acompanha de perto os desdobramentos da crise, que expõe tensões entre soberania nacional e intervenções internacionais.
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