Alerta silencioso: morcegos colocam a região em vigilância contra a raiva
Um caso confirmado em Jundiaí e análises em andamento em cidades vizinhas acendem monitoramento sanitário no início de 2026

Os primeiros dias de 2026 começaram sob atenção redobrada na Região de Jundiaí diante da circulação do vírus da raiva, especialmente entre animais silvestres. Até o momento, Jundiaí confirmou um caso, enquanto municípios vizinhos mantêm pelo menos quatro amostras em análise laboratorial.
Em Jundiaí, a Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) confirmou, na última semana, a presença do vírus em um morcego encontrado em um imóvel residencial no bairro Medeiros. Segundo o órgão, não houve contato com moradores nem com animais domésticos. Como medida preventiva, foram intensificadas as ações do Programa de Vigilância da Raiva, com visitas técnicas a clínicas veterinárias e à Unidade Básica de Saúde da região.
No ano passado, o município registrou sete casos positivos — seis em morcegos e um em felino.
Campo Limpo Paulista não contabiliza casos confirmados em 2026. Quatro amostras de morcegos foram encaminhadas para análise: uma apresentou resultado negativo e as demais seguem em avaliação. Em 2025, houve um caso positivo em morcego, além de exames em bovinos que descartaram a doença. A prefeitura informa que não há registros de raiva humana ou em animais domésticos.
Em Itatiba, o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) afirma não haver confirmações da doença em 2025 ou 2026, embora existam exames pendentes. A quantidade não foi divulgada. O município segue em monitoramento preventivo.
Itupeva também não registra ocorrências neste ano. O último caso foi confirmado em fevereiro de 2025. Já Várzea Paulista informou não ter registros recentes da doença.
As prefeituras de Jarinu, Cabreúva e Louveira foram procuradas, mas não responderam até o fechamento desta reportagem.
Vacinação e orientação
A VISAM reforça que a vacinação antirrábica de cães e gatos é oferecida gratuitamente durante todo o ano, mediante agendamento, na unidade localizada na Vila Municipal.
“Manter a vacinação anual é essencial para a prevenção e para o fortalecimento da vigilância em saúde”, destaca o médico-veterinário Luis Gustavo Grijota Nascimento, coordenador da VISAM.
A recomendação é que, ao identificar morcegos em situações atípicas — como dentro de residências, ativos durante o dia ou caídos no chão — a população não toque no animal e acione imediatamente a Vigilância para recolhimento e diagnóstico.
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