
Uma operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo desarticulou um esquema criminoso responsável por furtos sucessivos de materiais elétricos pertencentes à CPFL Serviços. A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas e apontou prejuízo estimado em mais de R$ 155 mil.
Durante as diligências, os policiais descobriram que parte dos equipamentos furtados estava sendo utilizada em uma instalação elétrica clandestina dentro de uma empresa em Vinhedo. No local, o responsável pelo estabelecimento confirmou ter contratado o serviço e acabou preso em flagrante por receptação.
A partir dessa informação, a polícia identificou o responsável pela instalação irregular. Embora ele não estivesse no endereço inicial, agentes localizaram em sua residência diversos materiais elétricos pertencentes à concessionária, guardados por ele e pelo irmão.
O suspeito foi encontrado posteriormente em outro imóvel, no bairro Parque Valença, em Campinas. Segundo a polícia, ele tentou se esconder no forro da casa, mas se entregou após a chegada de equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE).
No imóvel, os agentes apreenderam relógios de energia, equipamentos pertencentes à concessionária, cinco simulacros de armas de fogo e cédulas falsas. Em outro endereço ligado ao grupo, a polícia encontrou mais materiais furtados, uniformes da empresa e um sistema utilizado para adulterar hidrômetros da Sanasa.
Também foi constatada ligação irregular de energia no local. Um quinto endereço com grande quantidade de materiais semelhantes foi identificado e segue sob investigação.
De acordo com a Polícia Civil, as provas reunidas indicam a atuação de um grupo estruturado que atuava no furto de equipamentos, manipulação de medidores e realização de instalações clandestinas.
O empresário preso inicialmente por receptação pagou fiança e foi liberado. Já outro investigado foi preso por furto de energia elétrica, receptação qualificada, participação em organização criminosa e posse de moeda falsa, permanecendo à disposição da Justiça.
Todo o material recuperado foi reconhecido e devolvido à concessionária. A perícia técnica foi acionada para analisar os locais envolvidos nas diligências.
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