
A Justiça aprovou, na última quarta-feira (15), o Plano de Recuperação Extrajudicial do Paulista Futebol Clube, em Jundiaí. A decisão representa um avanço no processo de reestruturação financeira e na transição do clube para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
O plano havia sido aprovado em outubro do ano passado pelos sócios-contribuintes. Agora, com a decisão judicial, o clube precisa cumprir exigências estabelecidas para que o processo tenha validade.
Segundo informações, o Paulista terá prazo de cinco dias corridos para corrigir pontos do plano. Entre as determinações, está a exclusão de dívidas tributárias, que não podem ser incluídas nesse tipo de recuperação.
O pedido foi apresentado pelo Grupo Paulista Futebol Clube, que reúne diferentes frentes jurídicas: Paulista Futebol Clube Ltda, Paulista Futebol Participações S.A., Galo do Japy Participações Ltda e a associação civil do clube.
A decisão também condiciona a execução do plano à efetiva criação da SAF e à entrada de novos recursos financeiros. O pagamento dos credores dependerá diretamente desses aportes, considerados essenciais para equilibrar as contas.
De acordo com o plano, as dívidas do clube superam R$ 50 milhões. A expectativa é que a reestruturação permita a regularização financeira e a retomada das atividades esportivas com maior estabilidade.
O processo de transformação em SAF teve início em junho de 2024. A gestão deve ser assumida pela empresa Exa, ligada ao empresário Pedro Mesquita, que negocia a aquisição de 90% dos direitos da nova estrutura do clube.
Caso o Paulista não apresente as correções no prazo determinado, a decisão poderá ser revista. Após a entrega das adequações, o plano será reavaliado pela administradora judicial antes de seguir para execução.
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