
A mulher presa em Santa Catarina por se passar por uma adolescente de 12 anos também protagonizou um caso semelhante em Jundiaí (SP), onde mobilizou autoridades e a rede de proteção à infância ao apresentar uma identidade falsa e relatar uma suposta história de exploração sexual.
O episódio ocorreu em agosto de 2022, quando a então identificada como “Ana Clara dos Santos Oliveira” procurou guardas municipais e afirmou ter 12 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ela relatou ser vítima de uma organização criminosa que atuaria no Ceará e alegou ter vivido anos em situação de cárcere privado.
A narrativa levou equipes da Guarda Municipal, da Polícia Civil e dos serviços de proteção à criança e ao adolescente a adotarem medidas de acolhimento e apuração. Durante os depoimentos, a mulher apresentou uma série de relatos que incluíam supostos crimes de exploração sexual infantil, tráfico de menores e violência sistemática.
As informações, no entanto, começaram a ser questionadas após consultas aos bancos de dados oficiais não localizarem registros compatíveis com a identidade apresentada. A investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí confirmou posteriormente que a mulher utilizava informações falsas.
A apuração revelou que ela não era uma adolescente, mas uma mulher adulta com 34 anos à época dos fatos. Com a descoberta, a Polícia Civil instaurou inquérito por falsidade ideológica, crime previsto no artigo 299 do Código Penal.
O caso resultou em denúncia do Ministério Público e atualmente tramita na 3ª Vara Criminal de Jundiaí. Conforme os autos, a acusada responde judicialmente por fornecer identidade falsa às autoridades e aos órgãos de proteção social.
O episódio voltou a ganhar repercussão após a prisão da mulher em Joinville (SC), no início deste mês. De acordo com a Polícia Civil catarinense, ela teria vivido por mais de um ano com uma família, novamente se apresentando como adolescente. As investigações apontam que situações semelhantes já teriam sido registradas em outros estados brasileiros.
As circunstâncias dos casos seguem sendo analisadas pelas autoridades competentes.
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