
A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação no Brasil, foi reduzida de 5,01% para 5% para este ano, conforme publicado no Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta terça-feira (8). Essa estimativa ainda está acima do intervalo da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, isso significa que a inflação deve ficar entre 1,5% e 4,5%.
O IPCA registrou uma inflação baixa de 0,07% em julho, em parte devido à queda nos preços dos alimentos, marcando a quarta redução consecutiva e acumulando 4,44% em 12 meses. Esse número coloca o indicador de volta dentro da meta do governo. O IBGE deve divulgar a inflação referente ao mês de agosto na próxima sexta-feira (11).
As projeções para 2027 estimam uma inflação de 4,29%, enquanto para 2028 e 2029, as expectativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14% ao ano. Em sua última reunião, em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual pela quarta vez seguida. Desde junho de 2025, a Selic estava em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Apesar dos cortes, a guerra no Oriente Médio tem pressionado os preços dos combustíveis e alimentos, dificultando novas reduções na taxa.
A próxima reunião do Copom para definir a Selic ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro. O boletim aponta que a expectativa é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o final de 2026 e se reduza para 12% em 2027 e 10,5% em 2028, chegando a 10% em 2029.
O aumento da Selic é uma estratégia para conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e incentivando a poupança. Essas ações, no entanto, podem limitar o crescimento econômico. Já a redução da Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo, o que pode trazer desafios à gestão da inflação.
A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2023 aumentou de 1,92% para 1,93%. As projeções para 2027 permanecem em 1,5%, enquanto para 2028 e 2029 a expectativa de crescimento é de 1,96% e 2%, respectivamente. No segundo trimestre de 2026, a economia cresceu 0,5% em relação ao primeiro trimestre, e no acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 1,9%, segundo dados do IBGE.
Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, marcando o quinto ano consecutivo de expansão. No Boletim Focus atualizado, a estimativa para a cotação do dólar é de R$ 5,20 ao final de 2023 e de R$ 5,30 ao fim de 2027.



