Saúde da mulher em Jundiaí recebe atenção em grupos comunitários
Iniciativas de promoção da saúde feminina em Jundiaí fortalecem laços comunitários e bem-estar emocional.

Em Jundiaí, a promoção da saúde feminina ganha uma nova dimensão com atividades coletivas que integram cuidados físicos e emocionais. No mês em que se celebra o Outubro Rosa, um grupo de mulheres atendidas pela Clínica da Família Novo Horizonte superou a garoa e o frio para participar de uma caminhada até o Parque do Cerrado, destacando a importância de momentos dedicados ao autocuidado.
A programação do evento incluiu uma prática de Lian Gong, uma ginástica terapêutica de origem chinesa que envolve movimentos suaves, além de dinâmicas de integração e um café da manhã comunitário.
Eunice Rosa, uma das participantes, enfatizou a importância de reservar um tempo para si mesma. “Eu participo de tudo, sempre tiro um tempinho para mim. É qualidade de vida! Se você não faz exercício e fica dentro de casa, se sente travada. Tem que sair, conviver com as amigas, ter um tempo para clarear a cabeça, não só cuidar do corpo”, afirmou.
O Novo Horizonte, situado no Vetor Oeste de Jundiaí, é o bairro mais populoso da cidade, com cerca de 23 mil habitantes. A região desempenha um papel estratégico na descentralização dos serviços de saúde, promovendo ações que buscam integrar o cuidado à saúde no cotidiano da população.
A experiência vivida por essas mulheres reflete o trabalho contínuo realizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família. Além de consultas e atendimentos individuais, as unidades oferecem uma variedade de atividades, como exercícios em grupo, práticas de meditação, rodas de conversa e encontros focados na saúde física e emocional. Profissionais de diferentes áreas colaboram de forma integrada, focando não apenas nas necessidades clínicas, mas também nos aspectos emocionais e sociais relacionados à saúde.
Para a psicóloga Melissa de Oliveira, que atua na Clínica da Família Novo Horizonte, o autocuidado é um aspecto essencial do processo de saúde. “Não adianta amar o outro se a gente não se amar. Tem que ser amor próprio, que faz parte do cuidado e da prevenção”, concluiu.



