Brasil registra a geração de 121,3 mil novos empregos em setembro, segundo Caged
Setembro trouxe a criação de 121,3 mil novos empregos formais no Brasil, mas o número representa uma queda de 43,5% em relação ao mesmo mês do ano passado

O Brasil registrou a abertura de 121,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em setembro, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Este resultado reflete a diferença entre contratações e demissões, e representa um avanço de 24,7% em relação ao mês anterior, quando 161 mil vagas foram criadas.
Entretanto, este crescimento ainda é ofuscado pelos desafios econômicos, já que a criação de empregos no mês passado foi 43,5% inferior à de setembro de 2025, impactada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês do ano passado, a geração de postos de trabalho havia alcançado 214,6 mil, considerando os dados ajustados que levam em conta declarações entregues fora do prazo.
Este setembro é marcado como o de menor geração de empregos desde 2020, quando houve a introdução de uma nova metodologia no Caged que impossibilita comparações com anos anteriores.
Dados acumulados
No acumulado de janeiro a setembro, o país enfrentou uma queda de 27,9% nas contratações formais, com 1.248.914 empregos registrados até o momento, comparado a 1.731.398 no mesmo período de 2025. Tais dados incluem ajustes do ministério, que revisa informações de meses anteriores para garantir a acurácia.
Divisão Setorial
Do total de setores analisados, quatro apresentaram crescimento no número de empregos formais. O agronegócio foi o único a registrar mais demissões do que contratações, com uma diferença negativa de 4.381 postos.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria: 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Setembro costuma ser um período fraco para a agropecuária, devido ao início dos plantios, ao passo que a indústria se prepara para o aumento da produção em função das festas de fim de ano.
Segmentos em Destaque
No setor de serviços, a maioria dos novos postos foi preenchida nas áreas administrativas e de serviços complementares, com 18,3 mil vagas. Os serviços de saúde humana e sociais também contribuíram, com a abertura de 15,4 mil postos, seguidos por transporte e armazenamento, que geraram 13,2 mil novos empregos.
A indústria destacou-se na fabricação de produtos alimentícios, que gerou 17 mil postos, seguidas pela fabricação de veículos automotores, com 2,1 mil, e serviços relacionados à gestão de resíduos, que criou 1,48 mil novos postos.
No comércio, o varejo foi o maior responsável pelo aumento de empregos, com 9,43 mil contratações, enquanto o atacado, exceto veículos, gerou 3,87 mil postos.
Desempenho Regional
Todas as cinco regiões do Brasil apresentaram abertura de vagas formais em setembro.
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Das unidades da Federação, 26 apresentaram saldo positivo. O Rio Grande do Sul, em contraste, demitiu 2.900 trabalhadores. Os maiores aumentos de emprego foram observados em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil). Em contrapartida, os estados com menor geração de postos foram Acre (235), Goiás (307) e Maranhão (654). O ministério atribui as demissões no Rio Grande do Sul ao término da safra de fumo e à retração no comércio varejista.
Salário Médio
O salário médio real de admissão em setembro ficou em R$ 2.429,41. Isso mostra uma ligeira redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação ao mês anterior, mas um aumento de R$ 44,90 (1,88%) se comparado ao mesmo mês de 2025, quando o valor era de R$ 2.384,51.
Crescimento da Carteira Assinada
Com a abertura de novas vagas, o número total de trabalhadores com carteira assinada atingiu 48,35 milhões em setembro, evidenciando uma alta de 0,25% em relação a agosto e um crescimento de 1,65% ao longo do último ano.



