Litoral Paulista pode ter mais dois aeroportos
Além do futuro aeródromo de Guarujá, Itanhaém e Praia Grande também podem estar com aeródromos

Nessa semana, a Infraero fez uma vistoria na Base Aérea de Santos para conhecer a pista e acertar os últimos detalhes para a realização da construção do Aeroporto Metropolitano de Guarujá. Mas a Baixada Santista pode ter mais do que um aeródromo em funcionamento. A proposta da deputada federal Rosana Valle é que o Governo Federal ajude na concretização para o funcionamentos dos aeroportos de Itanhaém e Praia Grande.
Estas duas cidades terão funcionamentos diferentes com seus aeroportos. Enquanto que Itanhaém os voos seriam comerciais e ajudaria no desenvolvimento econômico e turístico, o de Praia Grande serviria para o transporte de cargas.
Histórico
O Aeroporto de Itanhaém funcionava como transporte de funcionários da Petrobras que precisavam trabalhar nas plataformas de extração. Mas agora este serviço não vem ocorrendo e o pedido partido da deputada federal Rosana Valle é que o local possa servir para a realização de viagens comerciais e turísticas. Dessa forma, o turismo do Litoral Sul e Vale do Ribeira ganham um impulso com o aumento no número de visitantes.
A pista tem 1.350 metros por 30 de largura, um terminal de passageiros de 1.500 m2, estacionamento com 60 vagas e comporta receber simultaneamente dois aviões boing 737-800, entre 100 e 150 passageiros, ou quatro ATRs, de 68 a 80 passageiros. “O Aeroporto de Itanhaém representará um grande impulso ao desenvolvimento do turismo e de toda economia no Litoral Sul”, diz Rosana.
Já Praia Grande tem o Projeto Andaraguá, que prevê um aeroporto de cargas em Praia Grande, com pista de 2,6 quilômetros, um condômino industrial com 212 galpões . O idealizador do aeroporto, André Ursini, relatou os desafios que enfrenta a Rosana Valle, que já conversou sobre o empreendimento até com o presidente Jair Bolsonaro, interessado na concretização do projeto. A previsão, caso ele seja concluído é que possa gerar 15 mil empregos. Outro benefício importante é que ele será responsável por fazer o transporte das mercadorias que chegam ou saem do Porto de Santos e do Polo Industrial de Cubatão.


Aeroporto de Guarujá
Na terça-feira passada, a Infraero visitou a pista da Base Aérea de Santos, em Guarujá, para conhecer os detalhes e assim poder começar as obras e enfim começar a realizar voos e operações comerciais. Foi acionado pelo órgão, o corpo técnico da empresa pública nacional para providenciar uma ampliação da faixa de segurança do Aeródromo Civil Metropolitano de Guarujá, para a ampliação da capacidade para aviões maiores e garantir total segurança aos usuários. A expectativa é de abertura para voos executivos em seis meses e para linhas regulares daqui a 12 meses.
Os técnicos de Meio Ambiente da Infraero já foram acionados para providenciar o devido licenciamento para remoção de pequeno trecho de vegetação. Os setores de Engenharia e Certificação também vão atuar em todas as etapas já anunciadas pela superintendente para viabilizar o aeroporto.
Quanto ao interesse sinalizado por empresas aéreas, no sentido de oferecer linhas nacionais quando o aeroporto abrir, a superintendente Adriana Lopes prefere, primeiro, viabilizar as etapas de credenciamento e infraestrutura, antes de tratar do assunto. “Terminando esta fase vamos começar a prospectar empresas aéreas”.
Adriana inspecionou a pista de pousos e decolagens, de 1.390 metros, na Base Aérea de Santos, em Vicente de Carvalho. Dentro de 30 dias, a superintendente, em parceria com a Prefeitura, entregará um plano de ações do aeródromo. Depois do registro junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e das obras de recuperação e recapeamento da pista, o aeroporto poderá receber os primeiros aviões executivos. A área civil já está assegurada.
Rosana Valle informou que ajudará a Prefeitura e a Infraero a buscar recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para concretizar a operação comercial no local, com a construção de um terminal de passageiros, novos hangares e mais estrutura, permitindo receber voos comerciais com grandes aeronaves. E também ele irá gerar 16 mil empregos diretos e indiretos. Além de poder fazer uma integração no transporte de passageiros que vem ou vão para o Terminal de Passageiros Concais, no Porto de Santos.




