Brasil chega a 70 mil mortes
A doença está se agravando no interior do país e tem provocado lotações de UTIs

O Brasil ultrapassou hoje a marca de 70 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus. Segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa, foram 1.270 óbitos registrados até as 20h (horário de Brasília) de hoje em relação às 24 horas anteriores. O total de vidas perdidas chegou a 70.524.
O consórcio de imprensa também apontou que o Brasil passou de 1,8 milhão de casos confirmados da covid-19. Foram 45.235 novos diagnósticos nas últimas 24 horas em todo o país. Das novas mortes registradas hoje, 586 ocorreram na região Sudeste, 345 foram no Nordeste, 123 no Centro-Oeste, 108 no Norte e mais 108 no Sul, região que bateu recorde de óbitos pelo terceiro dia seguido.
Em relação ao dia anterior, apenas o Nordeste teve baixa no número de novas mortes. Foram 345, contra 374 de ontem. As outras quatro regiões tiveram alta. O Sudeste registrou 586 mortes, três a mais em relação ao registrado ontem; o Norte teve 108 (+31), o Centro-Oeste teve 123 (+52) e o Sul, 108 óbitos em 24h (+14). Do total de óbitos desde o início da pandemia, o Sudeste também lidera o ranking com 32.193 mortes, o equivalente a 46% das vítimas em todo o país. O Nordeste aparece na sequência com 22.781 óbitos (32%). Na região Norte, foram 10.413 vítimas (15%). Em seguida, estão Centro-Oeste, com 2.798 mortes (4%), e o Sul, com 2.339 (3%).
Balanço do governo tem mais de 1.200 mortes pelo 4º dia seguido
O novo balanço diário do Ministério da Saúde apontou 1.214 novos óbitos registrados nas últimas 24 horas, fazendo com que o total chegasse a 70.398. Esse foi o quarto dia consecutivo acima de 1,2 mil vítimas fatais contabilizadas pela Pasta.
Além da marca de mortes, os números de diagnósticos da COVID-19 também trouxeram outro estágio avançado da pandemia no Brasil. Segundo o governo federal, a quantidade de casos registrados de ontem para hoje foi de 45.048. Com isso, o total de infectados no país chegou a 1.800.827.
Ainda de acordo com o ministério, o Brasil tem hoje 651.666 pacientes em acompanhamento. O número de recuperados chegou a 1.078.763 pessoas.
Casos quadruplicam em MG; DF vê controle
Minas Gerais vive um momento de apreensão se aproximando da data prevista para o pico da COVID-19, em 15 de julho: em um mês, o número de casos confirmados no estado quadruplicou. Balanço disponibilizado hoje pelas autoridades indica que 70.086 pessoas já testaram positivo para a doença desde o início da pandemia. No dia 10 de junho, este índice era de 17.501. No Distrito Federal, subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage afirmou que a região caminha para uma estabilidade de casos.
Ontem, foi divulgado que oito em cada 10 pessoas diagnosticadas com a COVID-19 no Distrito Federal estão recuperadas. Em números gerais, dos 64.314 casos confirmados, 50.879 pacientes estão curados — 79,1 % do total. “Ainda não podemos falar em redução de casos, a gente precisa analisar essa semana, mas os casos devem se estabilizar em breve”, afirmou Hage.
Hoje, Brasília é hoje a grande cidade mais infectada per capita no país, com 2.133 casos confirmados por 100 mil habitantes, mais que o dobro da região metropolitana de São Paulo ou Rio de Janeiro, segundo estatísticas do Ministério da Saúde. A cidade teve uma reabertura de estabelecimentos na última terça-feira, mas ontem o governo do Distrito Federal recuou após novas avaliações.
SP: quarentena estendida até 30 de julho
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), apresentou hoje uma atualização do plano de reabertura gradual das atividades econômicas. O estado avançou e agora apenas quatro regiões estão na fase vermelha, com maiores restrições. A quarentena em São Paulo foi estendida. O novo período de isolamento social no estado vai de 15 a 30 de julho. A Prefeitura da capital divulgou novos resultados do inquérito sorológico sobre o coronavírus. Os dados apontam que o contágio por coronavírus foi maior entre a população parda e pobre da cidade e que 9,8% dos moradores contraíram o vírus, o que representa 1,2 milhão de pessoas. Completando o perfil de contágio na capital paulista, um levantamento da Rede Nossa São Paulo mostrou que bairros com menos empregos formais registraram mais mortes pelo coronavírus, mostrando que a quantidade proporcional de empregos formais em cada bairro e a renda média destas regiões têm influenciado diretamente no número de mortes causadas pela COVID-19.



