Morre o jornalista esportivo Armando Gomes
Um dos grandes nomes da crônica esportiva do Brasil

Na manhã desse domingo, um dos grandes nomes do jornalismo e crônica esportiva, Armando Gomes, morreu aos 76 anos, em Santos, Litoral de São Paulo. Desde o ano passado estava lutando contra um câncer e não resistiu a doença. Ele se consagrou por ser um dos apresentadores mais antigos do Brasil, sempre atuando na área do esporte.
Nascido em Santos, no litoral de São Paulo, em 17 de março de 1944, Manduca, como era popularmente conhecido, e vinha de uma família de radialistas.Ainda jovem já estava presente nos estúdios da extinta Rádio Clube, onde fazia parte do programa ‘Resenha Esportiva’ e apresentava as principais notícias do Santos Futebol Clube.
Após passagem por diversas rádios da cidade, sempre levando as informações do Peixe, passou a trabalhar em São Paulo. Em 1978 ele foi convidado a participar do ‘Futebol é com 11’, da Rádio Gazeta de São Paulo, programa precursor do ‘Mesa Redonda Futebol Debate’. Em seguida integrou a equipe da TV Gazeta, onde trabalhou com outros grandes nomes do jornalismo esportivo, como Milton Peruzzi, José Italiano, Geraldo Bretas, Geraldo Brota e Jota Júnior.
Em 1983 voltou a trabalhar em Santos, quando foi contratado pela rádio ‘A Tribuna – AM’, onde permaneceu por quatro anos. Também era narrador esportivo e um dos conselheiros do Santos Futebol Clube.

Depois virou protagonista ao apresentar o primeiro programa de esportes exclusivo da Baixada Santista. Na extinta TV Litoral, precursora da atual Santa Cecília TV, criou o programa Esporte por Esporte, em 1993, onde ainda está no ar na mesma Santa Cecília. Este aliás foi o último trabalho, antes de se afastar pelo câncer.
O repórter da Rádio Guarujá AM, Rogério Silvério, fala da importância que o apresentador teve para seguir na carreira do jornalismo. “Nos anos 1990 o escutava na rádio e depois o assisti muito na TV. Gostava de ver os debates e ele foi uma referência, sempre falando com propriedade, criticava quando tinha que criticar e elogiava, quando tinha que elogiar. Sempre de forma construtiva e era uma honra participar de algumas transmissões junto com a equipe do Radar Esportivo”, conta o jornalista.
“Ele ficou marcado pelos seus inesquecíveis bordões como ‘no destino implacável do tempo’, ‘Deus existe’ e o ‘até sempre’. É uma perda irreparável, mas os mitos não morrem e seus legados ficarão para sempre para a nova geração”, finaliza.
O velório de Armando Gomes está marcado para as 16h no Memorial Necrópole Ecumênica, onde em seguida, as 17h30, haverá um cortejo no estádio Urbano Caldeira, do Santos Futebol Clube e as 18h, o apresentador será enterrado no mesmo Memorial.



