Glitter e tintas na pele: o guia de beleza para brilhar sem riscos no Carnaval
Entre a make e o cuidado: Dermatologista explica como curtir a folia sem comprometer a pele

O Carnaval chegou, e com ele, a temporada oficial do brilho. Glitter, tintas e maquiagens corporais se transformam em acessórios essenciais, capazes de elevar qualquer look a um estado de pura celebração. Mas para quem vive a folia com paixão e com cuidado, o segredo é um só: brilhar com inteligência.
A professora de dermatologia da Afya Ribeirão Preto, Dra. Lorena Mesquita, destaca que um dos erros mais frequentes é optar por produtos que não foram desenvolvidos para uso na pele. “Glitter escolar, industrial ou tintas comuns não são indicados para o corpo e não passam por testes dermatológicos”, alerta a especialista.
Segundo a médica, itens aparentemente inofensivos podem conter corantes agressivos, solventes, conservantes inadequados e até metais pesados, como chumbo e níquel, o que aumenta significativamente o risco de alergias, irritações e pequenas queimaduras, sobretudo em áreas mais sensíveis. Em muitos casos, os efeitos não são imediatos e só se manifestam horas ou dias depois, quando a festa já terminou, mas o prejuízo à saúde da pele permanece.
Optar por cosméticos desenvolvidos especificamente para uso corporal, aprovados pela Anvisa e com indicação clara no rótulo, é uma medida fundamental para garantir segurança na hora de usar glitter. De acordo com a Dra. Lorena Mesquita, “o glitter corporal tem partículas mais finas e arredondadas, o que reduz o risco de microcortes,sobretudo no rosto, onde a pele é mais delicada e esse cuidado faz toda a diferença”. ressalta a médica.
A especialista também recomenda atenção redobrada às áreas de aplicação, evitando regiões como olhos, boca e mucosas, já que “o glitter pode causar irritação intensa e até arranhões na córnea se entrar em contato com os olhos”, além do risco de produtos próximos à boca serem ingeridos sem que a pessoa perceba. Como precaução adicional, ela orienta realizar um teste de sensibilidade no antebraço antes do uso e aguardar algumas horas: “se surgir coceira, ardor ou vermelhidão, o produto deve ser descartado. A pele não merece esse risco, nem mesmo por um brilho momentâneo.”
Quando a festa termina, o cuidado continua. A remoção deve ser suave e estratégica, como uma rotina de skincare. “Comece com óleo corporal ou cleansing com a pele seca para ‘soltar’ o glitter”, orienta. Depois, lave com água morna e um gel de limpeza suave. “Essa dupla limpeza é a forma mais elegante de remover tudo sem agredir a pele.” E a dermatologista reforça: “Evite buchas, esponjas ásperas e força excessiva, isso pode causar microlesões e deixar a pele sensível por dias.”
No fim, o Carnaval pode, e deve, ganhar destaque. Mas o efeito mais bonito é aquele que fica, sem deixar rastros. “Com escolhas certas e um pouco de cuidado, dá para curtir do primeiro ao último bloco e manter a pele impecável”, conclui a Dra. Lorena. Afinal, maquiagem de verdade, com estilo, é feita assim: iluminando o visual sem se machucar e sem comprometer a saúde.
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