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    Construa seu lar fazendo um bom orçamento

  • Todo mundo deseja construir uma casa, mas com um orçamento curto o desafio é ainda maior, pois não adianta comprar qualquer material. É necessário pesquisar os materiais que sejam bons, mas baratos. Seguindo um planejamento, dá até para iniciar a obra no inverno e usufruir a casa no verão.

    A solução para gastar pouco tem relação com a escolha do terreno, que inspira o projeto, que define a fundação, que estabelece um sistema construtivo, que tem a ver com a região da obra. Tudo isso precisa estar colocado no desejo de casa e fechado um limite financeiro. Mas é importante dizer que o limite não se associa a abrir mão de conforto e beleza, mas nos proporciona a oportunidade de pensarmos em projetos simples.

    O arquiteto profissional deve estar ciente que na hora de erguer uma casa não faz sentido acomodar-se na crença de que empresas e profissionais da área tomam conta de tudo. Resumo estamos construindo a casa e, obviamente, gastando. Mas isso não quer dizer que o arquiteto ou engenheiro sejam dispensáveis. Ao contrário, serão eles os responsáveis técnicos pela obra, portanto, saiba quem é a pessoa que você está escolhendo.

    O profissional

    É importante buscar referências entre amigos e familiares que passaram recentemente por uma empreitada dessas. Se já tem alguém em mente, visite uma obra pronta desse profissional. Mas lembre-se de que o arquiteto será a figura-chave para adequar suas ideias à viabilidade não somente estética, mas ainda funcional e econômica.

    O terreno

    Ele deve ficar em um local interessante para você. Qualidade de vida representa um valor importante e significativo ao seu patrimônio. Detalhe precioso é definir entre terreno plano ou em aclive. Os planos tendem a ser mais econômicos, pois aceitam fundações mais baratas e fáceis de executar, mas como tudo numa obra é relativo, como os terrenos em declive ou em aclive costumam ser mais baratos, pode se tirar partido dessa inclinação com um bom o projeto arquitetônico.

    Seja lá qual for o terreno, é importante considerar à composição do solo, as aparências enganam. Pode acontecer, por exemplo, de um lote ser retinho, aparentemente ótimo para construir, mas logo abaixo da primeira camada a terra mostra-se muito mole ou pedregosa, pode acontecer até de surgir um lençol freático.

    Por isso antes de efetuar a compra, pergunte aos vizinhos como fizeram os alicerces da casa. Cuidado também com os solos arenosos, esse tipo de substrato pode exigir fundações profundas, o que gera maior custo na obra. No caso de dúvida do tipo de solo recomenda-se uma sondagem.

    O projeto

    Deve ser muito bem elaborado com soluções adequadas ao terreno e ao dia a dia dos moradores, um projeto simples é capaz de resolver a casa deixando-a bonita e funcional, já no papel deve ser tudo muito bem pensado e analisado, o tamanho dos espaços, o volume do prédio, o telhado, enfim o projeto deve estar todo detalhado para que o proprietário possa entender para aprovar, para que não surjam dúvidas, erros e desperdício durante a obra.

    Isso quer dizer potencializar o uso dos materiais focando no aproveitamento total. Para que não ocorra nenhum imprevisto durante a obra é importante montar um cronograma com as etapas da obra, pois assim é possível determinar o quanto você pode gastar por mês (de material e mão-de-obra) e definir o tempo de duração da obra.

    Os projetos complementares (elétrica e hidráulica) são igualmente importantes e o melhor é serem elaborados antes do início da obra, a economia pede proposta prática e de rápida execução, essa são as características os projetos modulares, que cujas distâncias entre os pilares se repetem, assim tem-se módulos com ambientes de medidas regulares, o que possibilita o uso racional dos materiais.

    Outra medida que deixa o orçamento econômico é aproximar cozinha, lavanderia e banheiros, concentra-se toda estrutura hidráulica numa área (o numero de cômodos com uso de água são os mais caros).

    Enquanto estiver na fase de projeto pense em tudo e mude o que for preciso, mas procure não alterar nada na execução, corre o risco de ter que retomar etapas já concluídas, refazer o trabalho pode dobrar a compra de materiais e horas de mão-de-obra.

    Sistemas construtivos

    Sistema econômico é aquele que melhor se adapta as características de cada projeto, devem ser considerados o acesso ao local, o espaço para receber e manusear os materiais, a facilidade de compra, além da manutenção do que for especificado, sem esquecer o conhecimento técnico da mão-de-obra.

    Há basicamente dois jeitos de levantar uma casa: com pilares e vigas estruturando-a e acomodando o telhado ou sem esses elementos, a chamada alvenaria autoportante (ou estrutural) em que as paredes travam o conjunto e suportam a cobertura.

    No primeiro modo a estrutura pode ser de concreto moldado no canteiro, que é a mais comum madeira ou aço, com fechamentos de tijolo, blocos (de concreto, cerâmico). No segundo caso se usa tijolos e blocos, mas eles têm que ser do tipo estrutural, produzidos para aguentar esforços maiores são empilhados até formar todas as paredes que então recebem o telhado.

    De modo geral a alvenaria estrutural é um sistema ágil, barato e livre de desperdício, mas pede terrenos planos e projetos sem grandes vãos.

    Materiais e acabamentos

    Areia, tijolo e cimento, os mais básicos devem vir de lojas mais próximas poupando o frete, planeje junto com o empreiteiro ou mestre de obras o recebimento das compras, quanto maior a exposição do material, maior a probabilidade de perda.

    Para o acabamento, observe preço, qualidade e garantia, para que o barato mais tarde não se torne caro, dê atenção especial aos componentes de hidráulica e elétrica, pois se trata de uma questão de segurança. A economia também pode ser feita na compra de produtos padronizados, portas janelas e até bancadas de pias, são mais baratas na pronta entrega.

     

    Na compra de pisos e azulejos lembre-se que as dimensões das peças devem estar descritas no projeto, de forma que se evitem cortes e assim desperdícios. Se adquirir revestimentos de ponta de estoque, conte com uma boa sobra, pois se faltar ou precisar fazer reparos mais tarde, dificilmente encontrará o mesmo lote, o que pode ter diferenças de tom.

    Enfim, para construir com economia é preciso considerar todos esses passos, ou seja, escolha certa do terreno, adequação do projeto em relação à área escolhida, o sistema construtivo que depende do projeto e principalmente para que tudo isso funcione é preciso contratar um bom profissional.

    Por Juliana Zamboni

    para falar com a arquiteta Juliana Zamboni

    lar@redenoticiaz.com.br

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