
Uma operação do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Polícia Federal e a Corregedoria da Polícia Civil, cumpriu na manhã desta quinta-feira (5), 17 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em Jundiaí (SP) e na capital paulista.
Até o momento, nove pessoas foram presas. Entre os detidos estão três policiais civis; incluindo um delegado, além de uma doleira e outros investigados. A operação segue em andamento.
Investigação aponta corrupção sistêmica
Segundo as informações, o grupo é suspeito de integrar um esquema estruturado de corrupção e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
As investigações indicam que policiais teriam atuado para beneficiar uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais, mediante pagamento de vantagens indevidas. O caso apura a existência de um mecanismo interno voltado à proteção de investigados e à interrupção de apurações oficiais.
Como funcionava o esquema
O esquema funcionava de duas formas: policiais solicitavam Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) para identificar alvos com capacidade de pagamento e, após intimá-los, cobrariam valores para não dar andamento às investigações.
Além disso, doleiros que sabiam das apurações ofereceriam propina para interromper os procedimentos.
Há ainda indícios de destruição de provas, como a substituição de discos rígidos apreendidos por dispositivos vazios.
Além das prisões preventivas e dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados.
LEIA MAIS
Motorista é presa por embriaguez ao volante após acidente na Avenida Nove de Julho
Sesc abre vagas de emprego para Auxiliar de Atendimento e Serviços Administrativos



