8 de Março: há o que comemorar diante do avanço do feminicídio no Brasil?
País registra 1.568 vítimas em 2025 e ultrapassa 13,7 mil mulheres assassinadas desde a Lei do Feminicídio

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, ainda é marcado por um dado alarmante: o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025; alta de 4,7% em relação a 2024. Desde a promulgação da Lei do Feminicídio, em 2015, já são mais de 13,7 mil mulheres assassinadas por razões de gênero no país.
Os números fazem parte do levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A estatística se reflete em casos recentes que ganharam repercussão nacional. Em dezembro, Priscila Ribeiro Verson, de 22 anos, morreu após ter as pernas amputadas ao ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê. No bairro do Morumbi, uma mulher foi morta após ser jogada do 10º andar de um prédio; o namorado tornou-se réu por feminicídio.
Também em dezembro, Tainara Souza Santos foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro pelo ex-companheiro, e Simone Pereira de Oliveira, de 44 anos, foi assassinada a facadas pelo ex no local de trabalho, mesmo após solicitar medida protetiva.
Casos distintos, com o mesmo pano de fundo: a violência contra a mulher motivada por controle, posse e inconformismo com o fim de relacionamentos.
Os dados expõem uma realidade persistente. Em vez de apenas celebração, o 8 de Março se mantém como um marco de reflexão e cobrança por políticas públicas mais eficazes, cumprimento rigoroso de medidas protetivas e enfrentamento estrutural da violência de gênero.
Enquanto os números crescem, a pergunta permanece: quando a data será sinônimo apenas de conquista; e não de resistência?
Denuncie
Em Jundiaí, se encontra a Delegacia da Mulher, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Ela está localizada na Av. 9 de Julho, 3600 – Centro, Jundiaí – SP, 13208-056, e o telefone de contato é (11) 4521-2024.
Para denúncias, também é possível acionar a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia em todo o Brasil e oferece orientação e encaminhamento para casos de violência contra a mulher. Em situações de emergência, a orientação é ligar para a Polícia Militar, pelo 190.
Em Jundiaí, a Guarda Municipal também pode ser acionada pelo 153, por meio da Patrulha Guardiã Maria da Penha, especializada no atendimento a mulheres em situação de violência.
Denuncie. O silêncio também pode ser cúmplice da violência.
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