
A Prefeitura de Jundiaí confirmou um óbito por febre maculosa no município. A vítima é um homem de 20 anos, que morreu no último domingo (28). A confirmação laboratorial foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) e comunicada ao município pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE).
Segundo a Secretaria de Promoção da Saúde, a confirmação do caso ocorreu após a conclusão dos protocolos de investigação e foi divulgada nesta terça-feira (30).
As equipes da Vigilância Epidemiológica (VE) e da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) trabalham para identificar o Local Provável de Infecção (LPI), seguindo as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde.
Até o momento, não foi identificado onde ocorreu o contato com o carrapato infectado. Os órgãos de saúde analisam os locais frequentados e atividades realizadas pela vítima durante o período em que a doença poderia ter sido adquirida.
Além da investigação, as equipes já iniciaram ações de avaliação ambiental, prevenção e orientação à população.
Febre maculosa é transmitida por carrapato infectado
A febre maculosa não passa de uma pessoa para outra. A transmissão ocorre pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii.
O risco aumenta em áreas com presença desses vetores, como regiões próximas a rios e lagos, áreas de mata, vegetação próxima a cursos d’água e locais com circulação de animais hospedeiros, como capivaras, bois e cavalos.
A Secretaria de Promoção da Saúde orienta que pessoas que estiveram em áreas de risco observem possíveis sintomas nos 14 dias seguintes à exposição, como febre, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar e manchas avermelhadas na pele.
Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente e informar ao profissional de saúde sobre a possível exposição a carrapatos, já que o diagnóstico e o início do tratamento são fatores importantes para a evolução da doença.
Prefeitura mantém ações de prevenção contra febre maculosa
Jundiaí realiza ações permanentes de orientação e monitoramento sobre a febre maculosa, doença considerada endêmica no Estado de São Paulo.
Durante períodos de maior risco, especialmente no inverno e na estiagem, equipes intensificam o acompanhamento de áreas públicas com circulação de animais que podem hospedar carrapatos.
Os locais recebem sinalização de alerta e passam por avaliações periódicas da Vigilância em Saúde Ambiental para acompanhar a presença desses vetores.
A Secretaria de Promoção da Saúde informou que continuará acompanhando a investigação e divulgará novas informações conforme o avanço das análises.
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