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EUA bombardeiam Irã, que responde atacando bases militares na região

Conflito entre Irã e EUA se intensifica com bombardeios e ataques mútuos, deixando mortos e feridos em meio a preocupações econômicas globais

O Irã e seus vizinhos árabes enfrentaram um novo ciclo de violência nesta quarta-feira (2), com um confronto intenso entre Teerã e Washington. As forças norte-americanas atacaram a costa sul do Irã, enquanto o Irã responde disparando contra bases dos EUA na região. Os Estados Unidos prometeram retaliar com ataques ainda mais devastadores.

O ataque dos EUA foi acusado pelo Irã de ter vitimado civis em uma festa de casamento, resultando na morte de cinco pessoas e deixando dezenas de feridos. As autoridades iranianas destacaram que entre as vítimas está uma criança de quatro anos.

A tensão levou a uma queda nas bolsas asiáticas e europeias e a um aumento nos preços do petróleo, os quais atingiram níveis não vistos desde julho. Essa instabilidade agrava a inflação global, em meio a uma onda de vendas de títulos no mercado.

Na terça-feira (1°), o Comando Central das Forças Armadas dos EUA afirmou ter atacado defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de radar e instalações de comunicação. Segundo a mídia iraniana, os ataques ocorrem em áreas próximas ao Estreito de Ormuz, onde o Irã tem ameaçado petroleiros.

O Irã, por sua vez, relatou ter atingido alvos dos EUA em Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque, com um foco claro em expulsar as tropas americanas das numerosas bases militares no Oriente Médio. “A maldade norte-americana na região será respondida com mais força”, declarou o comando militar iraniano.

As Forças Armadas da Jordânia relataram ter interceptado 10 dos 13 mísseis disparados, com três caindo em áreas desabitadas. A Guarda Revolucionária, por outro lado, afirma que causou baixas significativas entre os militares americanos na Jordânia, uma informação que as autoridades dos EUA ainda não confirmaram.

No Kuwait, houve um ataque com mísseis e drones contra a Base Aérea Ali Al Salem, resultando em danos, mas sem vítimas, segundo o corpo de bombeiros local. O Catar, que abriga uma importante base aérea dos EUA, responsabilizou o Irã pelos recentes ataques.

Por sua vez, o Barein informou que drones iranianos foram interceptados. A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ataques combinados contra bases dos EUA em Erbil, no Iraque, alegando ter causado a morte de vários militares americanos, declaração que não foi confirmada pelos Estados Unidos ou pelo Iraque.

O Irã também relatou que dois petroleiros foram atingidos por minas enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz, área já sob tensão escalonada. No dia do ataque, a festa de casamento em Sirik, na costa do Estreito, deixou um rastro de destruição, com imagens mostrando feridos, incluindo crianças, sendo atendidas em hospitais.

Um vídeo divulgado pelo Irã mostra os escombros da residência onde a festa acontecia, com evidências da gravidade do ataque. “Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, lamentou Ali Molahi, pai da noiva que estava no evento.

A situação atual marca o confronto mais severo desde julho, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu bombardeios intensos após alertas de esgotamento de munições.

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