
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta segunda-feira (14) que irá acionar a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a disseminação de informações falsas na internet sobre a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).
O órgão identificou um movimento nas redes sociais que sugere que a pesquisa seria utilizada para criar “um banco de DNA estatal”. O IBGE refutou essa alegação, esclarecendo que a coleta de sangue e urina durante a pesquisa serve apenas para exames relacionados a estudos de saúde pública.
Além de informar que os materiais biológicos coletados serão descartados após os testes, o instituto destacou que a pesquisa busca avaliar indicadores de saúde como níveis de glicose, colesterol e creatinina na população.
O IBGE ressaltou que a circulação de desinformação sobre a PNS 2026 pode impactar sua operação de coleta em todo o país, o que justifica a necessidade de identificar os responsáveis pela divulgação das notícias falsas.
Realizada em parceria com o Ministério da Saúde, esta é a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, que teve início em julho. O levantamento visa visitar 140 mil domicílios para coletar informações sobre hábitos de vida e acesso a serviços de saúde.
Os profissionais que conduzem a coleta também irão medir peso, aferir a pressão arterial e verificar a altura de alguns dos entrevistados até o final de novembro. Entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais participarão da coleta de materiais biológicos.
Segundo o IBGE, a participação na PNS 2026 vai além de responder a um questionário, pois é essencial para que o Brasil compreenda melhor a saúde da população e planeje cuidados alinhados às suas necessidades presentes e futuras.



