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Câmara de SP rejeita pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes

Câmara de SP decide pelo arquivamento do impeachment de Ricardo Nunes, acusado de irregularidades no transporte público durante eleições

A Comissão Especial da Câmara de Vereadores de São Paulo decidiu arquivar o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes, relacionado a supostas irregularidades no fornecimento de transporte público durante o segundo turno das eleições.

O voto contrário ao impeachment foi decidido por cinco parlamentares, incluindo Rubinho Nunes (União), presidente da comissão, e Major Palumbo (PP), que atuou como relator. Apenas os vereadores Luana Alves (Psol) e Hélio Rodrigues (PT), responsáveis pela solicitação do processo, se manifestaram a favor da abertura da investigação.

A vereadora Luana Alves destacou que, na data da votação, 25 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia ordenado a circulação de 100% da frota de ônibus. Contudo, na prática, apenas 70% estavam operacionais, o que, segundo ela, constituiu uma possível manipulação do processo eleitoral. “Houve uma tentativa de manipulação eleitoral. Se fosse uma questão logística, a diminuição da frota teria afetado todas as regiões igualmente”, afirmou.

O vereador Hélio Rodrigues reforçou a crítica, relatando que a redução na circulação dos ônibus causou aglomerações e dificultou o acesso dos eleitores que deixavam seus empregos para votar. “Tivemos problemas de circulação, os pontos estavam cheios e havia menos carros operando”, declarou.

Por outro lado, a prefeitura negou que os eleitores tenham enfrentado dificuldades para exercer seu direito de voto, alegando que a oferta de transporte estava acima da demanda. Imagens apresentadas pela administração municipal indicariam um baixo fluxo de passageiros em terminais e pontos de ônibus.

O relator, Major Palumbo, defendeu que a denúncia não possui fundamento suficiente para justificar um procedimento interno na Câmara. Para ele, as questões levantadas deveriam ser tratadas pela Justiça eleitoral, ressaltando que os eventos ocorridos na votação estavam dentro das normas estabelecidas e não resultaram em qualquer infração cometida pelo prefeito.

É importante destacar que, além de São Paulo, eleitores de outras cidades, como Salvador, também relataram dificuldades de transporte no dia da votação. A campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva fez denúncias de restrições de transporte em nove estados, solicitando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma prorrogação do horário de votação para até as 19h nos locais afetados.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, atendeu ao pedido e determinou a ampliação do horário de votação para dois locais onde as urnas não haviam sido fechadas. Essa decisão foi apoiada tanto pela campanha de Lula quanto pela de Flávio Bolsonaro (PL), que também requereu a prorrogação em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devido às fortes chuvas.

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