Dia da Favela: 12,3 mil comunidades ganham novo CEP para inclusão e cidadania
Mais de 12 mil favelas e comunidades brasileiras recebem CEP, promovendo inclusão social e facilitando acesso a serviços essenciais para milhões de moradores

Em um passo significativo para a inclusão social, o governo federal anunciou que todas as 12.348 favelas e comunidades urbanas mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) agora possuem um código de endereçamento postal (CEP). A decisão, revelada na última quarta-feira (4), visa garantir maior visibilidade e acesso a direitos essenciais para milhões de brasileiros.
Segundo informações do Ministério das Comunicações, o programa denominado “CEP para Todos” não se limita a atribuir um número, mas tem como objetivo ampliar o acesso a políticas públicas em áreas vulneráveis, beneficiando aproximadamente 16,3 milhões de moradores dessas comunidades.
“Assegurar esse direito é muito mais do que facilitar a entrega de correspondências. É uma forma de promover inclusão social, fortalecer a cidadania e garantir que milhões de brasileiros tenham seu endereço reconhecido, possibilitando acesso a serviços e oportunidades de maneira igualitária”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
O ministro ainda ressaltou que a ausência de um CEP dificulta a realização de atividades cotidianas, como compras online e o cadastro para direitos sociais.
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A próxima fase da iniciativa visa individualizar os códigos para cada rua, viela e beco, aumentando ainda mais a precisão no endereçamento.
“Por meio das ações CEP para Todos e Correios Comunidades, o Ministério das Comunicações e os Correios, no contexto do programa Periferia Viva, do Ministério das Cidades, estão transformando a realidade de quem vive nesses territórios”, destacou o ministro.
Atendimento na Comunidade
A subsecretária de Governança das Entidades Vinculadas, Lumárya Souza, enfatizou que a medida traz melhorias significativas para os residentes, otimizando a entrega de correspondências e aumentando o acesso a serviços tanto públicos quanto privados.
“Com a implementação de canais de atendimento, como Correios Essencial e Pontos de Coleta, a iniciativa já atingiu 82,8% da meta estabelecida: 48 dos 58 territórios designados pelo Ministério das Cidades”, informou ela.
Fortalecendo a Cidadania
A subsecretária também destacou que a falta de um CEP pode limitar o acesso a serviços financeiros, a matrícula de crianças em escolas e até mesmo a solicitação de serviços de emergência.
Além disso, Lumárya Souza observou que o programa tem contribuído para aumentar a presença dos Correios nas comunidades, através de canais de atendimento e pontos de coleta que aproximam os serviços postais dos moradores.
“Integrar esses territórios é garantir direitos, facilitar o acesso às políticas públicas e fortalecer a cidadania”, concluiu a subsecretária.



