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    Santa Casa de Santos renova o Parque Tecnológico

    Complexo hospitalar adquiriu equipamentos para modernizar o atendimento e as cirurgias

    A Santa Casa de Santos fez um grande investimento para inovar e renovar o atendimento e as cirurgias, visando oferecer conforto, segurança e mais qualidade de vida aos pacientes, mas também aos médicos e cirurgiões. Foram investidos R$ 12 milhões para a aquisição de equipamentos para o Parque Tecnológico do centro cirúrgico.

    Os detalhes dos investimentos foram apresentados em coletiva.

    O superintendente da Santa Casa, Augusto Capodicasa explicou que esta renovação simboliza um grande avanço para Santos, mas também para toda a Baixada Santista. A expectativa é que muitas cirurgias, que antes eram feitas em São Paulo, agora com os novos equipamentos poderão ser feitos em Santos, sem a necessidade de deslocamento à Capital.

    Capodicasa também destacou a previsão para o número de cirurgias que poderão ser feitas com os novos equipamentos e o funcionamento do Parque Tecnológico. “Para 2022 esperamos realizar 4.500 cirurgias. Queremos iniciar um trabalho para atingir a capacidade máxima do centro cirúrgico. Temos um corpo clínico atuando e vamos atingir o que há de mais importante”, conclui.

    Inovação

    Entre as novidades apresentadas estão a estação de anestesia de alta performance, que permite uma melhor sedação com o mínimo de medicamento, evitando efeitos adversos e colaterais pós-cirúrgicos. O monitor de transmissão neuromuscular também é outra novidade, que proporciona uma forma fácil e confiável de medir o nível de relaxamento muscular de pacientes anestesiados.

    Os arcos cirúrgicos para cirurgia guiada por imagem de alta definição, também inéditos na Baixada Santista, estão presentes em grandes centros médicos como Hospital Sírio Libanês, Albert Einstein e AC Camargo. Elese beneficiam diretamente as neurocirurgias e os procedimentos realizados na Hemodinâmica.

    Outro destaque no investimento da Santa Casa foram as macas de transporte avançado. Elas contam com uma tecnologia antimicrobiana, completamente pneumáticas e diversas configurações para manuseio. O hospital adquiriu cem destas, que irão substituir as antigas macas. Assim poderão oferecer o conforto e segurança para os pacientes e equipes assistenciais. Além disso, também foram recebidas as mesas cirúrgicas, que oferecem muitas opções de posicionamentos, com recursos que garantem mobilidade e qualidade para as equipes de cirurgia.

    Expectativas

    O diretor médico Rodrigo Dedivitis destacou a estação de anestesia de alta performance. Ela irá garantir uma monitorização segura do paciente e uma entrega do anestésico em uma dose adequada. Para ele isso irá ajudar na diminuição do tempo de procedimento. “Cada procedimento é um caso, mas você poderá fazer a entrega do necessário para cada paciente. Com os novos anestésicos, o paciente não irá mais acordar no meio do procedimento cirúrgico”, explica.

    “Quando o tempo é menor, maior é a segurança do paciente. Se você opera com aparelho de última geração, você não perde tempo. A humanização contará com uma equipe multidisciplinar. Exemplo, um paciente com câncer terá a cirurgia e quimioterapia e a família contará com uma equipe de acolhimento que dará todo apoio. Além disso, a Santa Casa terá em breve uma moderna sessão de radioterapia.

    Rodrigo Dedivitis também foi questionado sobre a falta de cirurgias cardiológicas para bebês, onde as famílias tinham de se deslocar para a Capital. Agora com o Parque Tecnológico as cirurgias serão feitas na própria Santa Casa. “Vários procedimentos que não eram feitos na Baixada, agora poderão ser feitos aqui. O arco cirúrgico adquirido conta com detector digital e ferramentas específicas que vai ser utilizado na maioria das cirurgias, especialmente para oncologia e ortopédica”.

    A previsão é que todos os equipamentos estejam em funcionamento em até 60 dias.

    Outros investimentos

    A Santa Casa de Santos vai contar com 25 salas operatórias, 21 leitos para recuperação e os mais modernos recursos para garantir a mais completa assistência ao paciente. Também haverá um monitor de transmissão neuromuscular, que proporciona uma forma fácil de medir o nível de maior relaxamento muscular de pacientes.

    O cirurgião de quadril Dr. Jeisner Godoy disse que esta chegada de recursos viabiliza procedimentos cirúrgicos inovadores. “Os novos equipamentos possibilitam a plena e rápida recuperação dos pacientes, além de conforto e segurança para a equipe médica”.

    Veja o vídeo:

    Covid-19

    Por ser o principal hospital da Baixada Santista, a Santa Casa de Santos também redobrou os cuidados para o atendimento de pessoas infectadas pela Covid-19. O médico Alex Macedo garante a total atenção contra a doença.

    “Temos uma flexibilidade de leitos para atender quem contrai a Covid-19. No primeiro pico chegamos a 70 leitos de UTI e 90 leitos de enfermaria. Neste momento, há 70 de enfermaria e 60 de UTI. Reservamos uma quantidade ao SUS, já que a Santa Casa também é fundamental para realizar o atendimento para quem depende da saúde pública”, explica.

    O médico também falou sobre como será o cenário da Santa Casa pós-pandemia. Ele garantiu que os casos de Covid e outras doenças respiratórias terão atenção permanente. “Teremos leitos de isolamento, enfermaria e pronto socorro especializado para quem sofre de doenças respiratórias. Elas serão permanentes e os casos vão seguir ocorrendo. Pensando no cenário da eficácia da vacina, sairemos da pandemia, mas ficaremos numa endemia, que são um número de casos que ocorrem em um período do ano”.

    Alex Macedo também contou que a tendência é que o Brasil tenha de se adaptar com a nova realidade, mesmo com a Covid-19 sendo controlada futuramente. “Vamos diminuir o total de casos, mas teremos um número certo de previsão de casos e assim se adequar em atender nos leitos de UTI, enfermaria e pronto socorro. Esta é uma realidade que o Brasil e o mundo precisam se adequar”.

    Vacina

    Em relação a vacina, Alex Macedo fez questão de dar detalhes sobre a eficácia e o que cada pessoa deve fazer para se proteger da Covid-19. “A imunidade após a segunda dose deve começar a durar de 15 a 30. As vacinas de Oxford, Pfizer e Moderna garantem uma proteção de 75% a 85%. Já na segunda dose, o percentual chega a 99%. O momento agora é para fazer com que o coronavírus pare de circular”.

    “O uso da máscara é essencial e toda população precisa fazer o uso mesmo após a aplicação da vacina. O objetivo primário da vacina é para que a doença não se propague e que não cause infecções graves. Quanto mais pessoas se vacinarem, mais poderemos voltar a usar o novo normal. A vacina será usada em período prévio sazonal.

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