
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está com COVID-19.Segundo as informações do jornalista Claudio Humberto, publicadas no portal da TV Bandeirantes, o chefe do Executivo Federal testou positivo para a doença nesta segunda-feira.
Na noite desta segunda, a TV por assinatura CNN já havia antecipado que Bolsonaro tinha apresentado os sintomas da doença, como febre de 38,5 °C. A agenda do presidente prevista para a semana já foi cancelada.
Em entrevista à emissora de notícias, o presidente afirmou que está tomando hidroxicloroquina, medicamento defendido pelo governo como alternativa para tratamento da virose. Também disse que fez uma ressonância magnética nos pulmões e que o resultado não apresentou problemas.
Ontem, o presidente usou máscara para falar com seus seguidores no Jardim do Palácio da Alvorada. Durante toda pandemia, Jair Bolsonaro adotou posicionamentos que vão contra o que é visto como ideal pelos infectologistas. Ele foi visto em diversas aglomerações com seus apoiadores em diversos domingos de manifestações em Brasília. Detalhe, a grande maioria das vezes sem máscara.
O chefe do Executivo federal também se envolveu em várias polêmicas ao se referir à COVID-19 como “gripezinha” em pronunciamento em rede nacional divulgado em 24 de março. Ele também fez duras críticas da histeria que vários setores fizeram por causa da economia. Também demonstrou desprezo pelas vítimas da infecção causada pelo novo coronavírus. ‘E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’, disse sobre as mortes de milhares de brasileiros.
Outra ação que gerou muita repercussão negativa foi o veto que Jair Bolsonaro deu em relação ao uso de máscara. Ele liberou as pessoas a poderem frequentar órgãos públicos, templos religiosos e comércios sem que elas fizessem o uso do acessório, que comprovadamente é uma importante proteção para quem precisa sair de casa. Também critica, não apoia e não tomou medidas para que o isolamento social fosse cumprido com rigor desde o começo da pandemia. Ao invés disso, fez com que os estados e municípios que tomassem as próprias decisões de combate ao coronavírus.
Além disso, sua gestão foi alvo de críticas durante a crise na saúde pública. O presidente entrou em conflito e exonerou dois ministros da Saúde desde março. Primeiro foi Henrique Mandetta, que tinha grande apoio da população e estava realizando um trabalho seguro, conforme as recomendações da OMS. Caiu em 16 de abril após discordâncias com Bolsonaro. Depois foi com Nelson Teich, onde apesar de implantar seu trabalho, também não resistiu e foi demitido um mês depois. Desde o dia 16 de maio, quase 2 meses depois e até hoje o Ministério da Saúde não tem um ministro efetivo no cargo.



