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    Líder do tráfico da Capital é preso no litoral

    Ele foi encontrado em um apartamento de luxo e era foragido da Justiça

  • A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (24), Leonardo Monteiro Moja conhecido como “Léo do Moinho”, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele é apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa, responsável pelo tráfico de drogas da comunidade conhecida como “Favela do Moinho”, na Capital Paulista.

    De acordo com a corporação, equipes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Santos foram informados sobre o paradeiro do suspeito, que era foragido da Justiça. O suspeito estava em um apartamento de luxo, bem na cobertura do prédio, localizado no Canto do Forte. O delegado Francisco Wenceslau deu detalhes sobre o suspeito.

    Créditos: Divulgação/Polícia Civil

    “Cumprimos duas ordens de recaptura contra Léo do Moinho. Ele é liderança do Primeiro Comando da Capital [PCC]. Atualmente, exercia grande influência no tráfico de entorpecentes. Inclusive, na época de sua prisão, realizada pelo Denarc no ano de 2017, era o número 2 da facção naquela região. Ele é responsável, além do tráfico de entorpecentes, pela prática de roubo e crimes de homicídio”, disse.

    Acusações sobre ‘Leo do Moinho’

    Segundo a autoridade policial, entre os crimes de homicídio, Léo do Moinho é apontado como o responsável pela morte de um socorrista, Bruno de Oliveira Tavares. “Ele ingressou na comunidade para prestar apoio a uma pessoa necessitada, foi confundido com uma pessoa de facção rival e, por determinação também desse indivíduo [Léo do Moinho], foi brutalmente assassinado”, relata Wenceslau.

    Em 2017, foi realizada uma ação da polícia na Cracolândia, no Centro da Capital. Na ocasião, ela resultou na prisão de 53 pessoas e dispersou os usuários de crack para outras regiões da cidade. Nessa operação, a polícia prendeu Léo do Moinho e cumpriu outros mandados de prisão no local.

    À época, as investigações apontaram que ele estaria envolvido na distribuição de drogas na Cracolândia, sendo proprietário de um hotel na região, e em razão de sua localização, fiscalizava de perto a distribuição de drogas e monitorava todos os acontecimentos.

    As investigações também apontaram que ele era o porta-voz e principal liderança do PCC na Favela do Moinho. De acordo com as autoridades, essa comunidade é um dos principais pontos de armazenamento de drogas instalado no Centro da Capital, sendo a principal fonte de abastecimento da região conhecida como Cracolândia, onde diversos traficantes realizam o comércio de drogas e utilizam os usuários dali como forma de proteção contra a ação das forças de segurança pública.

    Após a operação, segundo Wenceslau, Léo do Moinho foi preso e condenado. “Ele estava cumprindo pena de forma rigorosa. Recentemente, beneficiado por um período de saída temporária, ele deixou o cárcere e nunca mais retornou. Foram expedidas ordens de recaptura, no dia 22 de junho deste ano, e no dia 23 de junho. A primeira dessas ordens em razão de uma pena a cumprir de 16 anos de reclusão. A segunda de oito anos de reclusão”, diz.

    Andamento da investigação

    De acordo com a Polícia Civil, após as ordens de recaptura, o Deic de Santos iniciou as investigações, as equipes foram à campo e passaram a acompanhar a rotina do criminoso. “Chegando a flagrar festas que ele proporcionava em sua cobertura. Solicitamos ao Poder Judiciário uma ordem de busca e apreensão, deferida já há pelo menos uma semana, e fomos o acompanhando, para no melhor momento cumprirmos essa ordem de busca. E o melhor momento foi hoje”, diz o delegado.

    Segundo Wenceslau, os investigadores prenderam o foragido no apartamento, e ele não ofereceu resistência. “Ele estava adotando o nome de outra pessoa, então, é como se tivesse nascido novamente, só que esse artifício utilizado não foi suficiente, e agora ele está retornando para o cárcere, que é o lugar onde deve permanecer”, finaliza o delegado.

    Créditos: Divulgação/Polícia Civil.

    Segundo o delegado, Léo do Moinho tinha hábitos muito reservados, conversava pouco com funcionários do edifício e não costumava dar muitos passeios. “Tinha uma vida reclusa. Ele deixava a impressão de ser um empresário bem sucedido. As imagens [do apartamento] mostram como ele vivia em um ambiente de luxo”, diz.

    O apartamento em que vivia, localizado na cobertura do prédio, tem visão para a praia. No imóvel, há espaço de lazer, incluindo churrasqueira e piscina, além de teto retrátil, amplo espaço na sala, cozinha e também nos quartos. Um dos cômodos contava, inclusive, com banheira.

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