Economia

Dólar fecha a R$ 5,08, menor valor em um mês com bolsa em alta

Dólar encerra o dia em R$ 5,08 com a bolsa em alta, impulsionada pela valorização do petróleo e aumento do fluxo de capital estrangeiro

No mercado financeiro, o dólar apresentou uma forte queda e fechou cotado a R$ 5,089, o menor valor em um mês, enquanto a bolsa de valores marcou o maior nível desde maio. O movimento dos ativos locais, influenciado pelo aumento dos preços do petróleo devido às tensões no Oriente Médio, foi determinante para esses resultados.

O dólar à vista recuou 0,79% no pregão de ontem, acumulando uma queda de 1,82% em setembro e de 7,28% no ano. Durante a sessão, a moeda americana variou entre uma máxima de R$ 5,1289 e uma mínima de R$ 5,0713.

O índice Ibovespa, por sua vez, subiu 1,20%, alcançando 187.366,84 pontos e fechando em seu maior patamar desde 4 de maio. Durante o dia, o índice chegou a registrar 189.487,70 pontos, com um volume financeiro de R$ 29,76 bilhões na B3. As ações da Petrobras, que acompanharam a valorização do petróleo, destacaram-se entre as mais negociadas, com as preferenciais subindo 2,08% e as ordinárias 2,36%.

O fluxo de capital externo na bolsa brasileira permanece positivo, com uma entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões de setembro.

Os contratos de petróleo subiram devido ao agravamento das tensões no Oriente Médio, especialmente com ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do Brent, referência internacional, avançou 0,9%, fechando a US$ 97,92, enquanto o WTI teve alta de 1,7%, a US$ 93,03. Ambos os preços alcançaram os maiores níveis desde o início do verão.

Os ataques na Arábia Saudita aumentaram as preocupações sobre o abastecimento de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o tráfego global de petróleo, que antes da escalada do conflito representava cerca de 20% do abastecimento mundial. Apesar da alta nos preços, as preocupações com os impactos dos combustíveis caros sobre a inflação e o crescimento econômico global geraram volatilidade nos contratos ao longo do dia.

*Com informações da Reuters.

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