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Justiça libera funcionamento de três plataformas de apostas no Brasil

TRF-3 permite reabertura de três plataformas de apostas, contestando decisão do governo que havia proibido o funcionamento dessas casas no Brasil

Em uma decisão surpreendente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) autorizou a reabertura de três plataformas de apostas, em meio à proibição imposta pelo governo federal. Essa liminar, concedida pela desembargadora Adriana Pileggi, reverte a suspensão determinada no final de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visava controlar o vício em jogos de apostas e o consequente endividamento de diversas famílias brasileiras.

As casas de apostas afetadas são Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online, todas pertencentes à CDA Gaming. A empresa alegou à Justiça que a descontinuação de suas operações representava um “verdadeiro confisco” e apresentava riscos significativos aos contratos já estabelecidos, considerando que havia pago R$ 30 milhões para obter autorização de operação até 2029.

Em sua argumentação, a desembargadora Pileggi destacou que a interrupção abrupta das atividades das apostas causava “enorme prejuízo” aos envolvidos. Ela afirmou que o uso do termo “interesse público” não pode justificar mudanças inesperadas em contratos firmados. “Ora, a MP seria um milagre, resolveria tudo! Por óbvio, tal enfoque é inaceitável sob a óptica jurídica”, ponderou a magistrada.

“A evocação do termo ‘interesse público’ não confere à administração o poder mágico de alterar subitamente o acertado com eventual contratado, correndo o risco de descrédito total em relação aos contratos efetuados com a administração pública”.

Vale ressaltar que a autorização do TRF-3 se aplica exclusivamente à CDA Gaming LTDA, enquanto as demais casas de apostas permanecem proibidas de operar. A Advocacia-Geral da União (AGU) já manifestou sua intenção de recorrer da decisão, o que pode gerar novos desdobramentos para o setor.

A Proibição das Apostas

A medida que resultou na proibição das apostas foi assinada no dia 25 de setembro, como uma resposta à crescente preocupação do governo com os problemas sociais gerados pelo jogo. Organizações como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) contestaram a MP no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 28 de setembro, buscando suspender a proibição.

Mais recentemente, no dia 3 de outubro, o ministro Luiz Fux promoveu uma reunião com representantes de entidades do setor, clubes de futebol e membros do governo sobre a temática. Embora tenha se mostrado favorável ao fechamento das apostas, Fux enfatizou que a questão deve passar pela avaliação do STF.

Para mais informações, não deixe de acompanhar o Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.

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