
Não durou muito tempo, ou pior, nem posse teve. Foi assim que Carlos Alberto Decotelli teve a sua passagem pelo Ministério da Educação. Ele havia sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a pasta no lugar do contestado Eduardo Abraham Weintraub, que havia saído no dia 20 de junho. Mas Decotelli teve vida curta, após polêmicas envolvendo o seu currículo. Por isso nesta terça, ele entregou a carta de demissão do cargo.
Após a polêmica sobre títulos que diz possuir, desmentidos pelas instituições de ensino, a própria equipe do presidente aconselhou Decotelli a deixar o cargo. Bolsonaro até havia feito alguns elogios, dizendo que o ministro indicado tinha de assumir o Ministério da Educação, mas o presidente se viu muito pressionado e a situação era insustentável.
Informações de bastidores contam que Carlos Decotelli havia se reunido com Jair Bolsonaro na noite de segunda e lá haviam sido apresentados os problemas existentes, embora tenha ouvido a versão do até então ministro.
Os pontos colocados em questão sobre o currículo de Decotelli e que custaram o seu cargo foram:
- denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV);
- declaração de um título de doutorado na Argentina, que não teria obtido;
- e pós-doutorado na Alemanha, não realizado.
Na última quinta-feira, Bolsonaro fez o anúncio e até publicou a nomeação do novo ministro da Educação no Diário da União. Porém nesse fim de semana, após se tornarem públicas inconsistências em seu currículo, nem chegou a tomar posse. E nessa terça, Alberto Decotelli pediu demissão de um cargo que nem chegou a assumir plenamente.



