SP registra primeiros casos de febre do Nilo Ocidental em 2023
Dois casos de febre do Nilo Ocidental são confirmados em SP, destacando a necessidade de vigilância e medidas de prevenção contra a doença

O estado de São Paulo confirmou dois casos de febre do Nilo Ocidental, sendo uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto. As informações são do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
A mulher relatou ter viajado recentemente para a região amazônica e já se encontra recuperada. Por outro lado, a adolescente permanece internada sob cuidados médicos. Esta é a primeira vez que casos humanos da doença são registrados no estado.
“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação”, afirmou Tatiana Lang D’Agostini, diretora do CVE-SP. As equipes de saúde estão investigando os casos para identificar locais de infecção e promover medidas de prevenção.
Além dos casos em São Paulo, o Ministério da Saúde informou que dois casos foram confirmados em Santa Catarina, um deles com desfecho fatal, e há um caso suspeito no Piauí. O órgão mantém vigilância epidemiológica e laboratorial para detectar novos casos e áreas de transmissão.
A febre do Nilo Ocidental pode não apresentar sintomas em muitas pessoas. Estima-se que apenas 20% dos infectados desenvolvam manifestações clínicas, geralmente leves. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex.
Os sintomas da doença incluem febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos e, em casos mais graves, confusão mental e convulsões. As manifestações podem variar desde uma febre passageira até quadros mais sérios, como encefalite ou meningite, que requerem avaliação médica imediata.
O diagnóstico é feito com base em avaliação clínica e exames laboratoriais, especialmente em pacientes com histórico de exposição em áreas com presença dos mosquitos. Não há vacina ou tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental. O tratamento consiste em cuidados sintomáticos, incluindo repouso, hidratação e monitoramento médico conforme a necessidade do paciente.
Nos casos mais severos, pode ser necessária a internação hospitalar, com suporte em unidades de terapia intensiva. O tratamento pode incluir reposição de líquidos intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações.



