Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto
Balança comercial brasileira alcança superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, impulsionada por aumentos nas exportações de petróleo, soja e café

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, um aumento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2022, impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo, soja, cobre e café. Este valor representa o terceiro maior superávit para meses de agosto, ficando atrás apenas dos registros de agosto de 2023, com US$ 9,6 bilhões, e de 2021, que atingiu US$ 7,7 bilhões.
Os dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações cresceram 12,2% no período, contribuindo para uma corrente de comércio de US$ 58,9 bilhões, o maior já registrado para agosto na série histórica.
Os principais números do mês destacam-se pelas seguintes informações:
- Superávit: US$ 7,4 bilhões (+23,8% em relação a agosto de 2022);
- Exportações: US$ 33,2 bilhões (+12,2%);
- Importações: US$ 25,8 bilhões (+9,2%);
- Corrente de comércio: US$ 58,9 bilhões (+10,9%).
O crescimento nas exportações foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. No detalhamento, as exportações foram assim distribuídas:
- Indústria extrativa: US$ 8,3 bilhões (+16,4% em relação a agosto de 2022);
- Indústria de transformação: US$ 17,2 bilhões (+10,2%);
- Agropecuária: US$ 7,4 bilhões (+11,4%).
Entre os produtos que mais se destacaram nas exportações, estão os minérios de cobre e concentrados, que tiveram um crescimento de 223,1%, e os minérios de níquel, com aumento de 120,7%. No setor agrícola, a soja teve elevação de 14%, enquanto o café não torrado subiu 24,1%. Porém, as exportações de minério de ferro caíram 10,8% devido à queda nos preços e no volume vendido.
A carne bovina também apresentou queda, registrando um recuo de 19,7% em virtude de limites de importação impostos pela China, principal destino da carne brasileira.
As vendas externas cresceram para a maioria dos principais mercados, incluindo os Estados Unidos, superando 12,1% em relação a agosto do ano passado. Os principais destinos das exportações brasileiras foram:
- Ásia (exceto Oriente Médio): US$ 13,6 bilhões (+0,7%);
- Europa: US$ 7,3 bilhões (+22,1%);
- América do Norte: US$ 4,6 bilhões (+11,5%);
- América do Sul: US$ 3,6 bilhões (-1,5%);
- África: US$ 1,7 bilhão (+20,5%);
- Oriente Médio: US$ 1,4 bilhão (+12,6%).
As importações também aumentaram, totalizando US$ 25,8 bilhões, com ênfase em bens de consumo e intermediários:
- Bens intermediários: US$ 15 bilhões (+3,1%);
- Bens de consumo: US$ 3,9 bilhões (+15%);
- Bens de capital: US$ 3,9 bilhões (+29,3%);
- Combustíveis: US$ 3 bilhões (+7,4%).
No acumulado do ano, de janeiro a agosto, a balança comercial alcançou um superávit de US$ 55,3 bilhões. Ao longo deste período, as exportações totalizaram US$ 250,9 bilhões, um aumento de 10,3%, enquanto as importações somaram US$ 195,5 bilhões (6,1% a mais). Esse resultado é o segundo maior desde o início da série histórica, apenas atrás do superávit de US$ 62,4 bilhões registrado no mesmo período em 2023.
Em julho, o MDIC revisou suas projeções para 2023, elevando a estimativa de superávit da balança comercial de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. As previsões apontam um aumento nas exportações para US$ 394,4 bilhões e um crescimento nas importações para US$ 304,4 bilhões. A próxima atualização das projeções será divulgada em outubro e mostra um cenário mais otimista que o de instituições financeiras, que preveem um superávit de US$ 78 bilhões para este ano.



